Em plebiscito, eleitores do Pará rejeitam divisão do Estado
TSE afirma que mais de 84% dos votos foram apurados

BELÉM - Os eleitores do Pará rejeitaram neste domingo, 11/12, por meio de um plebiscito, um projeto que desmembraria o Estado em até três, prevendo a criação dos Estados de Tapajós (no oeste paraense) e Carajás (no sul e sudeste).
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Com mais de 84% dos votos apurados, o "não" à criação do Estado de Carajás tinha 1.901.682 votos (69,27%), contra 843.516 votos (30,73%) pelo "sim".
Já o "não" à criação de Tapajós, com 78,31% das urnas apuradas, tinha 1.914.500 votos (68,51%), contra 880.039 votos (31,49%) a favor da proposta.
Os eleitores responderam a duas perguntas: se eram favoráveis à criação do Estado de Carajás e se eram favoráveis à criação do Estado de Tapajós. Assim, foi possível votar a favor da criação de um Estado e contra a criação do outro.
A abstenção, com 76,88% dos votos apurados, era de 25,29%, ou 942.870 pessoas. Os eleitores registrados no Pará que estavam em outros Estados também foram obrigados a votar no plebiscito.
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), não houve necessidade de votação manual em nenhuma seção eleitoral. Apenas 25 urnas foram substituídas em todo o Estado, equivalente a 0,17% do total.
Se fosse aprovado, o desmembramento do Pará - segundo maior Estado brasileiro em extensão territorial - ainda teria de passar pelo Congresso e ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff, que tem poder de vetar a proposta.
Contra e a favor
Partidários da divisão afirmam que ela facilitaria a gestão de todas as regiões paraenses e ampliaria os recursos federais destinados a essas áreas; já os defensores da manutenção das atuais fronteiras temem que a cisão empobreça a região que permaneceria como Pará.
Líder do movimento pela separação de Carajás, o deputado Giovanni Queiroz (PDT) diz se inspirar no desmembramento do Estado de Goiás, que deu origem ao Tocantins, em 1988. Segundo ele, a divisão permitiu que o Tocantins aprimorasse sua gestão e reduzisse seu índice de miséria de 56% para 23%.
Já o deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB), líder do movimento contrário à separação, disse que "o Pará viraria o 'Parazinho', com todas as suas riquezas subtraídas".
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