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Em protesto, PSDB e DEM abandonam Conselho de Ética

Oposição propõe um conselho formado por apenas um senador de cada partido com representação no Senado

25 de agosto de 2009 | 18h 30
Carol Pires, da Agência Estado

O senador ACM Júnior (DEM-BA), relator de um projeto de Tião Viana (PT-AC) que propunha a extinção do conselho, apresentou à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, um substitutivo propondo mudanças nas regras do colegiado.

Segundo o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o substitutivo propõe um Conselho de Ética formado por apenas um senador de cada partido com representação no Senado, para evitar que a base aliada fique com a maioria das cadeiras e derrube as investigações incômodas ao governo, como o fizeram nos processos envolvendo José Sarney. Os senadores que forem indicados para compor o colegiado também não poderiam ser suplentes, nem alvo de processos na Justiça.

"Isso poderia recompor a credibilidade do Conselho de Ética", avaliou o senador.

"Estamos retirando do poder do presidente aquela análise preliminar dos quesitos que permite abrir ou fechar a investigação do modo que lhe dê na cabeça. Com isso, esperamos que o Conselho ganhe vigor e possa concluir de modo célere as investigações e oferecer um parecer contundente pela condenação ou absolvição", concluiu Demóstenes.

Reunião de líderes

O PSDB também não participou da reunião de líderes do Senado marcada para a tarde desta terça-feira. "Não reconhecemos a normalidade do Senado", disse. José Agripino Maia (RN), líder do DEM, também não compareceu à reunião.




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