Em resposta a Cassel, Kátia Abreu nega perseguição ao MST
Senadora da bancada ruralista adiantou que oposição deve traçar estratégia antes de ingrrssar com CPI
A presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), negou nesta terça-feira, 13, que as bancadas ruralistas do Senado e da Câmara estejam perseguindo o MST ao tentar instalar, pela segunda vez, uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar supostas irregularidades em contratos com o governo. A afirmação de uma possível perseguição teria partido do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, durante audiência pública no Congresso realizada na manhã desta terça.
Veja Também
Pesquisa da CNA diz que 72,3% dos assentados não geram renda
Pesquisa: 46% dos assentados compraram terras ilegalmente
Ministro do Desenvolvimento Agrário nega repasses ao MST
"Não estamos atrás de perseguir ninguém", afirmou. Segundo a senadora, há uma denúncia de desvio de dinheiro público e é obrigação do Congresso investigá-la.
"Ele (o ministro) não estaria tão empenhado em tentar evitar a instalação da CPMI se quisesse mesmo saber o que está acontecendo", disse a senadora. "Cassel estaria do nosso lado e não forçando a barra para a CPMI não sair", acrescentou, argumentando que a primeira tentativa de instalar a comissão não surtiu efeito por conta da retirada de assinatura de parlamentares da base governista, que teriam sido pressionados a agir assim.
Para evitar que a CPMI não emperre novamente, os parlamentares montarão uma estratégia ainda na tarde desta terça. "Não devemos protocolar o pedido de criação da CPMI hoje. Queremos assegurar o comprometimento do Sarney (presidente do Senado, José Sarney) com a comissão", afirmou.
Segundo fontes consultadas pela Agência Estado, uma estratégia dos deputados e senadores empenhados em criar a CPMI seria a de obstruir a pauta de votação. A intenção é a de manter em sigilo até o momento considerado adequado os nomes dos parlamentares que já assinaram o requerimento. De acordo com Kátia, há um número maior de rubricas do que a exigida pelas Casas.
Comparação com as Farc
A senadora também comentou uma reportagem recém publicada no Estado que revelou a criação de um novo foco de conflito agrário no Centro-Oeste Paulista.
Notícias relacionadas:
Siga o @EstadaoPolitica no Twitter
- 01 Serra chama de 'lixo' livro sobre ...
- 02 Rota invade suposta reunião do PCC e ação ...
- 03 Marconi Perillo se antecipa à CPI do ...
- 04 Mercado financeiro prevê PIB abaixo de 3% em ...
- 05 Obama dá sinal verde a sanções contra ...
- 06 Cachoeira fica calado e CPI antecipa fim de ...
- 07 Governo já discute redução de superávit ...
- 08 ‘Estado’lança site e aplicativo para ...
- 09 Crise atual pode ser pior que a Grande ...
- 10 FGV: País tem queda de 7,26% no número de ...
Grupo Estado
- Copyright © 1995-2012
- Todos os direitos reservados










