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Entenda a operação que atingiu a Camargo Corrêa

26 de março de 2009 | 15h 22

A Operação Castelo de Areia foi deflagrada na última quarta-feira, 25, pela Polícia Federal e atingiu executivos da empreiteira Camargo Corrêa. Segundo a PF, a trama consistia em licitações fraudulentas, obras públicas superfaturadas e remessa de valores desviados do Tesouro para paraísos fiscais.

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"Há fortes indícios de que a empresa utilizava-se de offshores e do sistema de dólar cabo para remessas de quantias para o exterior", disse o delegado Alberto Iegas, coordenador da PF em São Paulo do combate ao crime organizado. Em nota, a Camargo Corrêa negou irregularidades e se declarou "perplexa".

A operação

Operação prendeu 10 pessoas e vasculhou 16 endereços, onde foram recolhidos computadores, armas, quadros, documentos e pelo menos R$ 1 milhão em dinheiro.

A força-tarefa estava em busca de um pen drive onde estaria armazenada a suposta contabilidade paralela da organização e uma lista de políticos beneficiados.

Os presos

Quatro executivos da empreiteira foram detidos: Fernando Dias Gomes, Dárcio Brunato, Pietro Francisco Bianchi e Raggi Badra Neto. Também foram presas duas secretárias da diretoria, Marisa Berti Iaquino e Darcy Flores Alvarenga.




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