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Entenda as acusações contra o governador do Distrito Federal

Operação da PF aponta José Roberto Arruda como articulador de esquema de corrupção.

30 de novembro de 2009 | 17h 54

A operação "Caixa de Pandora", deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira, aponta o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), como principal articulador de um esquema de corrupção envolvendo integrantes de seu governo, empresas com contratos públicos e deputados distritais.  

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De acordo com o inquérito, Arruda teria recebido dinheiro de empresas de forma ilegal - e usado parte da verba para cooptar parlamentares na Câmara Legislativa.

A Polícia Federal tem em mãos uma série de videos que mostram parlamentares e empresários recebendo maços de dinheiro das mãos de Durval Barbosa, secretário de Relações Institucionais do governo, que contribuiu com a PF nas investigações em troca de redução de pena.

Por meio de nota, o governador se diz inocente. Segundo ele, seu governo foi "vítima de um colaborador" (referindo-se a Barbosa), que "urdiu, de forma capciosa e premeditada, versão mentirosa dos fatos".

Entenda as acusações e suas implicações políticas:

Quais são as acusações contra o governador do Distrito Federal?

Segundo o inquérito, há indícios de prática dos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa, peculato, fraude em licitação e crime eleitoral.

O inquérito diz que Arruda recebia dinheiro de empresas privadas a cada 15 dias e que ficava com 40% da verba. O restante era dividido entre seu vice-governador, Paulo Octávio, o chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, e o assessor de imprensa, Omézio Pontes.




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