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Entidades pressionam Senado por 'Ficha Limpa'

Movimento discute com senadores projeto que barra candidatura de políticos condenados

05 de maio de 2010 | 22h 59
Moacir Assunção / SÃO PAULO - O Estado de S.Paulo

Manifestantes e parlamentares lavam rampa do Congresso na terça-feira, 4. Dida Sampaio/AE

Após a aprovação do texto base do chamado projeto 'Ficha Limpa' pelo plenário da Câmara dos Deputados, na madrugada da quarta-feira, 5, as entidades ligadas ao Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) já começaram a pressão para que a proposta receba também o aval do Senado.

Representantes das entidades se reuniram com os senadores José Nery (PSOL-PA), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Jeferson Praia (PDT-AM), Pedro Simon (PMDB-RS) e Augusto Botelho (PP-RO) para debater como encaminhar o projeto, que impede a candidatura de políticos condenados pela Justiça.

"Ficou decidido que, tão logo a Câmara dos Deputados apresente a redação final do projeto, nos mobilizaremos para dar celeridade nas votações, tanto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde não apresentaremos emendas, como no plenário do Senado", afirmou Valadares.

Segundo o juiz Márlon Reis, coordenador do MCCE, a entidade pretende iniciar a pressão sobre o Senado, para garantir a aprovação do projeto, assim que a votação for concluída na Câmara – apesar de os deputados terem aprovado o texto-base da proposta, ainda há emendas a ser avaliadas no plenário. "Não vamos descansar. O Senado é o nosso alvo seguinte", disse Reis.

Ozires Barbosa de Almeida, do comitê nacional do MCCE, afirmou que alguns dos senadores haviam se comprometido até a conversar com seus correligionários na Câmara para retirar os destaques – pedidos de votação em separado de determinados trechos – e garantir a aprovação do texto na Câmara.




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