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Escolha de Tombini para o BC divide analistas em Nova York

Alguns economistas ouvidos pela BBC veem 'continuidade' na nomeação; outros dizem que nome será 'bem recebido'.

24 de novembro de 2010 | 21h 57

Tombini 'não deve mudar a maneira como o BC pensa', diz analista

Economistas ouvidos pela BBC Brasil em Nova York estão divididos quanto à escolha de Alexandre Tombini para substituir Henrique Meirelles na presidência do Banco Central brasileiro.

Para William Landers, diretor-gerente da gestora de ativos BlackRock, a entrada de Tombini "é mais continuidade do que qualquer outra coisa. Ele é bem conhecido do mercado e não deve mudar a maneira como o BC pensa".

Já Paulo Sotero, diretor do Instituto Brasil do Centro Woodrow Wilson, diz que a mudança de comando no BC "será bem recebida por investidores dentro e fora do Brasil" e "confirma a promessa de Dilma Rousseff, de preservar as políticas de estabilidade que estão na base do progresso econômico e social do país nos últimos tempos".

"Conheci Tombini quando ele serviu como conselheiro da diretoria-executiva do Brasil no Fundo Monetário International", disse Sotero. "Ele possui as qualidades pessoais e profissionais do servidor público exemplar: é competente, íntegro, discreto e tem excelente trânsito internacional."

Paulo Vieira da Cunha, ex-diretor do BC e sócio da Tandem Global Partners LLC, diz que Tombini é uma "ótima nomeação", mas considera a política monetária atual "fora de esquadro" e vê poucas perspectivas de mudanças com o novo nomeado.




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