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Mensalao

Ex-deputado esteve envolvido em outros escândalos

Além da condenação no mensalão, Bispo Rodrigues já foi apontado como responsável pela nomeação de funcionários 'fantasmas' e chegou a ser preso na operação Sanguessuga

06 de dezembro de 2013 | 15h 32
Felipe Werneck - O Estado de S. Paulo

Rio - Eleito em 1998 e 2002 para a Câmara dos Deputados, o então bispo Carlos Alberto Rodrigues foi afastado pela Igreja Universal em 2004, no auge das denúncias de envolvimento no caso Waldomiro, primeiro grande escândalo do governo Lula. Rodrigues era o coordenador político da Universal, que ajudara a fundar, em 1977. Perdeu o título de bispo e nunca mais voltou a ocupar cargo público.

Ele renunciou ao mandato para escapar da cassação em 2005, mas depois foi condenado no julgamento do mensalão a 6 anos e 3 meses de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Expulso do PL atual PR) em 2007, retomou atividades na Universal em 2008, dirigindo a rádio Nova AM.

Até o primeiro semestre deste ano, Rodrigues, hoje com 56 anos, ainda percorria os corredores da Rede Record, no Rio, que também ajudou a fundar. No condomínio em que vivia com a mulher, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, ele não é visto há mais de um mês, segundo vizinhos.

Localizado pelo telefone celular após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa que mandou para a prisão alguns dos condenados no processo do mensalão, entre eles o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino, Rodrigues não quis comentar a possibilidade iminente de ser preso. Recusou-se até mesmo a confirmar se estava no Rio. "Não posso falar."

O advogado do ex-parlamentar, Marcelo Bessa, disse que ele se mudou para Brasília. Na capital federal, Rodrigues chegou a se apresentar à Justiça, mesmo sem que ainda houvesse uma ordem para que fosse preso. "O fato é que saiu um despacho do ministro Joaquim Barbosa. Depois, esse despacho desapareceu e falaram que houve um erro no sistema. Só que, nesse meio tempo, como isso implicava necessariamente o cumprimento da pena, ele se apresentou à autoridade competente. Quando se verificou que o despacho na verdade não existia, ele voltou", disse o advogado do ex-parlamentar.

Na declaração de bens apresentada à Justiça Eleitoral em 2002, Rodrigues informou ter dívidas no valor de R$ 13,9 milhões e bens que representavam o montante de R$ 19,3 milhões. Participações societárias em rádios ligadas à Universal e na TV Record, além de cotas em TVs ligadas à igreja, eram os bens de valores mais elevados na declaração.

Formado em Teologia, ele foi eleito deputado federal no Rio em 2002 pelo antigo PL com 192.640 votos. Em 1998, havia sido eleito para o mesmo cargo pelo antigo PFL (atual DEM), com 75.611 votos.

Ele filiou-se ao PFL em 1997 e foi líder do PL na Câmara, vice-presidente nacional e presidente do partido no Rio. Condenou a aliança com o PT nas eleições de 2002, mas sua posição foi derrotada e o senador do PL mineiro José Alencar virou vice de Lula. Depois, votou a favor das reformas da previdência e tributária no governo petista.

Em 2004, o envolvimento de Rodrigues com o então subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência, Waldomiro Diniz, foi o estopim para seu afastamento da Universal. A decisão foi anunciada por meio de um comunicado divulgado na TV Record. Na época, o deputado tinha sido apontado como responsável por nomeações de funcionários "fantasmas" para a Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) durante a gestão de Anthony Garotinho (1999-abril de 2002).

Antes de se tornar subchefe na Casa Civil de José Dirceu, Waldomiro presidiu a Loterj no governo Garotinho, época em que foi filmado num achaque, pedindo propina e contribuição para campanhas eleitorais. No comunicado, o conselho de bispos da Igreja Universal do Reino de Deus informava que Rodrigues havia sido "afastado de suas funções de bispo e da coordenação política da bancada, não mais representando a igreja como porta-voz".

Ele havia sido um dos responsáveis pela expansão da IURD em vários Estados do País na década de 1980 e também pela instalação da igreja na Argentina, África do Sul, Moçambique, Angola, Portugal e Espanha.

Além do caso Waldomiro e do mensalão, Rodrigues teve seu nome envolvido em outro escândalo de corrupção. Em 2006, foi preso durante a operação Sanguessuga, da Polícia Federal, sob acusação de envolvimento em um esquema de venda de ambulâncias superfaturadas a prefeituras com verbas federais que teria começado em 2001. Ficou 32 dias na cadeia.






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