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Executiva do PMDB ignora dissidentes e reafirma apoio a Temer

Deputado deve ser o vice de Dilma; partido quer isolar grupo contrário à aliança com PT no novo diretório

27 de janeiro de 2010 | 16h 30
Christiane Samarco, de O Estado de S.Paulo

A Comissão Executiva Nacional do PMDB aprovou na tarde desta quarta-feira, 27, por unanimidade, a convocação de uma convenção nacional no dia 6 de fevereiro para eleger a nova direção partidária. Já há um consenso em torno da reeleição do deputado Michel Temer (SP) para a presidência do partido.

Temer, Henrique Alves e Renan Calheiros, em reunião da Executiva Nacional - André dusek/AE
André dusek/AE
Temer, Henrique Alves e Renan Calheiros, em reunião da Executiva Nacional

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Na reunião desta quarta-feira, em Brasília, ficou acertado que o deputado Michel Temer será reeleito presidente nacional do partido e que o grupo dos contra também não terá espaço no novo diretório nacional, a quem cabe decidir as alianças eleitorais.

Com a decisão, o colegiado ignora o apelo dos dissidentes do partido para adiar a convenção nacional, como o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira.

A avaliação da Executiva é de que o adiamento só servirá para dar mais tempo aos dissidentes para se mobilizarem contra a parceria do PMDB com a possível candidata do PT e ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Temer também recebeu a solidariedade dos 11 representantes da Executiva. O deputado Darcísio Perondi (RS) aproveitou a reunião para protestar contra "uma ação orquestrada de líderes poderosos do PT" contra a escolha de Temer para ser candidato a vice-presidente da República na chapa da ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil).

Em reportagem publicada na terça-feira, 26, o Estado informou que o comando da campanha de Dilma tem resistência ao nome de Temer. Na opinião do governo, o deputado não tem voto nem agrega apoio, apesar de ser de São Paulo, o maior colégio eleitoral do País.

A articulação petista provocou protestos nos bastidores do PMDB. Mais do que fincar pé no nome do presidente do partido, afirmando que "o vice da Dilma será o Michel", um dirigente peemedebista avisa que, "se tiver de ser outro vice, talvez não seja da Dilma, e sim do PSDB"

Ainda durante a reunião desta quarta, o senador Gerson Camata (ES) propôs que constasse em ata uma declaração de solidariedade ao presidente do partido. O líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), disse que só deverá ser apresentada uma chapa na convenção: "Nossa chapa é a da unidade, com Michel Temer na presidência."




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