ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

Você está em Notícias > Política

Mensalao

Família se fecha um dia depois da prisão de Pizzolato

Mulher de condenado no mensalão, preso na Itália nessa quarta-feira, evitou falar com jornalistas

06 de fevereiro de 2014 | 7h 37
Atualizado às 8h10 - Jamil Chade, correspondente de O Estado de S. Paulo

Pozza, Maranello - A casa onde o ex-presidente do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi detido nessa quarta-feira, 5, estava com todas as suas janelas fechadas no centro do bairro Pozza, na cidade de Maranello, na manhã desta quinta-feira, 6. Pouco antes das 10 horas (horário italiano), um carro da polícia chegou até o local e uma das portas foi aberta para a entrada de um comandante.

A polícia permaneceu por menos de 10 minutos no local e ao sair quem o acompanhou foi a mulher de Pizzolato Andrea Haas. Com isso, os brasileiros tocaram a campainha, mas quando o interlocutor identificou se tratar de jornalistas, o interfone foi desligado. Na garagem da casa, ainda está estacionado o carro que Pizzolato alugou na Espanha para seu trajeto até a Itália.



Pizzolato foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato no processo do mensalão. Desde novembro do ano passado ele é considerado foragido. Por ter dupla cidadania, Pizzolato não podia ser extraditado. Ele mesmo comunicou a fuga, em carta divulgada pelo advogado Marthius Sávio Lobato, no dia seguinte à ordem de prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal, em 15 de novembro. Na ocasião, disse que decidira deixar o País para fazer valer seu 'legítimo direito de liberdade'. Segundo a polícia italiana, Pizzolato saiu de Buenos Aires para Madri e, na Espanha, viajou de carro até o norte da Itália.

Vizinhos da casa onde Pizzolato foi preso contaram ao Estado que chegaram a vê-lo em algumas ocasiões. A cabeleireira que tem seu estabelecimento ao lado da casa chegou a dizer que pareciam ser 'um casal simpático'. Na rua, ninguém suspeitava que se tratava de um foragido da Justiça. Pizzolato estava na casa de um sobrinho, Fernando Grande, que trabalha na Ferrari. Uma das vizinhas disse que se surpreendeu com a ação da polícia. "Achava que isso só acontecia em filmes", disse. "Foi impressionante. Não estamos acostumados com isso aqui. É uma cidade tranquila", afirmou pedindo anonimato.

Pizzolato foi encaminhado para uma penitenciária de Modena. Ele vai aguardar um acordo entre o governo brasileiro e italiano. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou que será solicitada a extradição do ex-diretor.






Estadão PME - Links patrocinados

Anuncie aqui

Siga o Estadão

"Relatório foi omisso", admite Gabrielli

  • "Relatório foi omisso", admite Gabrielli
  • Pré-candidato do PV vai ao trabalho de bicicleta
  • Cerveró discorda que Pasadena era mau negócio



Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo