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FHC defende que PSDB faça campanha antes de Serra

19 de março de 2010 | 7h 52
LUCIANA NUNES LEAL - Agencia Estado

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu ontem que o PSDB tenha "autonomia" e comece a fazer campanha para o governador paulista José Serra antes que ele seja lançado pré-candidato à Presidência da República, o que está previsto para o dia 10 de abril. Ao mesmo tempo, voltou a criticar a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na pré-campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Fernando Henrique brincou com o fato de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter estipulado multa de R$ 5 mil ao presidente por propaganda antecipada. "Puxa, vamos ajudá-lo a pagar, vamos fazer uma vaquinha para ele pagar", disse o ex-presidente, que, no entanto, evitou criticar a Justiça Eleitoral. "A questão não é o dinheiro, é mais moral. O tribunal diz que não pode fazer", respondeu. "É contra a lei, o fato de o presidente fazer não torna legítimo."

Questionado sobre a demora no lançamento da candidatura de Serra, Fernando Henrique cobrou celeridade do partido e não do governador. "Uma coisa é o candidato, outra é a campanha. Não sei por que o partido tem que esperar alguém dizer que é candidato para fazer campanha. Deve fazer logo, o quanto antes. Agora é o momento. Tem que atuar, temos que dizer a que estamos vindo", declarou o ex-presidente em entrevista na Academia Brasileira de Letras (ABL), depois de proferir a palestra "Democracia e memória em Joaquim Nabuco".

FHC reconheceu que o próprio Serra, que adiou o quanto pôde o lançamento da pré-candidatura, pode ter imobilizado os tucanos. "Mas o partido tem que ter autonomia frente ao Serra, aos seus candidatos, até que eles se declarem candidatos. É preciso difundir mais", defendeu. No entanto, reiterou que, durante a campanha, "o que conta é a palavra dos candidatos".

Campanha

Fernando Henrique lembrou que não participou ativamente de campanhas políticas quando estava na Presidência da República. "O presidente tem uma força muito grande e usar essa força, eu nunca fiz isso", afirmou, avisando que, como ex-presidente, também terá atuação discreta. Sobre o fato de Lula poder fazer campanha fora do expediente, disse que "se ele seguir a lei, vai ser assim".


  


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