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FHC volta a criticar postura de Lula no início da crise

22 de novembro de 2008 | 17h 28
CLARISSA OLIVEIRA - Agencia Estado

De acordo com ele, mercados internacionais já apresentam indícios claros de recessão e agora torcem apenas para que esse quadro não se transforme em "depressão". Já o Brasil, afirmou, começou a sentir os efeitos sob duas formas. A primeira, no sistema financeiro. A segunda, nas exportações. "De fato, a crise já nos alcançou e vai continuar alcançando", disse.

O ex-presidente afirmou ainda que seu partido não pode assinar um "cheque em branco", para que o governo federal atue como bem entender para aliviar a crise. Em entrevista logo após o evento, FHC acrescentou que torce para que a recessão não chegue ao País, apesar de acreditar que o risco existe. "Temos que ser realistas. Não adianta viver na ilusão. As coisas são difíceis. Vão ser difíceis. Mas temos força suficiente para superar as dificuldades", disse.

"Aqui não é marola. Vai perguntar para quem está perdendo o emprego hoje, é mineiro, na Vale do Rio Doce. Não é marola. Marola é quando você não é afetado", completou. FHC disse entender que o presidente deva "animar o País", mas destacou que o Brasil "não é bobo". "O País percebe quando as coisas mudaram."



Tópicos: FHC, Crise

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