Fórum Social Mundial reúne 90 mil em Belém
Pauta do evento prevê a realização de 2,4 mil debates sobre temas como aquecimento global e crise econômica
O Fórum Social Mundial (FSM), que começa nesta terça-feira na capital paraense e deve durar cinco dias, terá a participação de 60 mil pessoas de outras estados brasileiros e 30 mil estrangeiros. A pauta do evento prevê a realização de 2,4 mil debates sobre temas como meio ambiente, aquecimento global, crise econômica no mundo, miséria e exclusão nos países pobres, além da devastação da Amazônia. Veja também: Galeria de fotos do Fórum Social Mundial Os hotéis e pousadas da cidade estão superlotados. Outras 15 mil residências foram alugadas até por R$ 2 mil. Os motéis da região metropolitana também estão fechados para habituais clientes, para servir aos participantes do Fórum. Uma diária chega a ser cobrada a R$ 900, com direito a café da manhã, almoço e jantar. O governo estadual investiu R$ 143 milhões, um terço na compra de viaturas para a polícia. Dez hospitais de campanha foram montados nos campus da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e da Universidade Federal do Pará (UFPA), onde foram construídos alojamentos para abrigar 30 mil pessoas. Outros 270 leitos estão disponíveis nas redes pública e privada de hospitais para atender os casos de emergência. Para frear a onda de violência que domina Belém, cuja criminalidade aumentou 21% entre 2007 e 2008, a polícia fechou todos os bares e arenas de futebol, além de proibir festas de aparelhagens na tentativa de prevenir assaltos, roubos e tráfico de drogas. A Polícia Militar colocou mais de 2 mil homens nas ruas e a Força Nacional de Segurança trouxe outros 200. Uma marcha pelas ruas e avenidas marcará oficialmente a abertura do FSM. Ela começa às 2 da tarde de hoje, 27, e deve percorrer 5 km, saindo do cais do porto, no centro da cidade, até a Praça do Operário, no bairro de São Braz. Dentre os eventos previstos para quarta-feira está a discussão de propostas para a elaboração de um plano global de metas para a região amazônica. A iniciativa é do Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (RJ). Gays, lésbicas e transformistas também discutirão propostas para combater o preconceito e a violência policial. Um casamento comunitário entre gays e lésbicas faz parte da pauta. Naturalistas da Europa e da América Latina também aproveitarão o FSM para realizar uma caminhada nudista pela cidade.
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