Garibaldi Alves é eleito o novo presidente do Senado
Candidato único ao posto, o senador peemedebista foi eleito com 68 votos, em um total de 78
O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) foi eleito nesta quarta-feira, 12, o novo presidente do Senado. Candidato único ao posto, Garibaldi foi eleito com 68 votos. Foram oito votos contra e duas abstenções. Ele substitui Renan Calheiros (PMDB-AL), que renunciou ao comando da Casa no dia 4. Com 20 senadores, o PMDB tem a maior bancada, prerrogativa que lhe garante a indicação do presidente da Casa. Veja também: Conheça os presidentes do Senado Garibaldi já é alvo de investigação, diz jornal Em seu discurso de posse, Garibaldi convocou todos os senadores a partilharem a missão de devolver a credibilidade à Casa. Sem citar o escândalo que envolveu Renan, disse que assume a presidência em uma situação de trauma. "Chego à presidência em um momento traumático para a Casa com os últimos acontecimentos que levaram o Senado a se aproximar de limites que jamais poderiam ser ultrapassados, sob pena de fraturar a imagem da Casa junto à opinião pública", afirmou. Garibaldi disse, pouco antes da posse, que sua estréia no cargo será marcada pela votação da CPMF, marcada para as 16 horas desta quarta-feira. "O ideal, em festa de posse, é receber o cargo e partir para os abraços. Mas vou ter de dirigir essa importante votação", afirmou. Mais cedo, Garibaldi negou a acusação de que tenha desviado recursos públicos para sua campanha ao Senado, em 2002. Ele disse que nada consta contra ele no processo aberto pelo Ministério Público. "Eu quero dizer que quem não deve não teme. O Ministério Público investigou e constatou que eu não era coordenador de despesa. Eu fiz parte da chapa. A denúncia é inócua com relação a mim", afirmou o senador, em referência a uma matéria publicada nesta quarta por um jornal paulista. O senador disse que fez a prestação de contas, aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Garibaldi Alves disse que vai se encontrar nesta quarta com o presidente do PMDB, Michel Temer, para lhe dizer que vai procurar honrar a indicação do partido. O senador, que terá mandato até o começo de 2009, deve presidir em seguida a sessão que decidirá o futuro da CPMF, questão-chave para o governo Lula. A senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) compareceu ao plenário, de cadeira de rodas. Ela esteve internada no hospital Sarah Kubitschek, depois de uma fratura no pulso esquerdo. A senadora disse que depois da votação seguirá para a casa e mais tarde retornará ao Senado para votar a emenda que prorroga a CPMF. (Com Denise Madueño, de O Estado de S. Paulo) Texto ampliado às 14h30
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