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Geddel faz apelo virtual e consegue ser demitido

Após vice da Caixa pedir para deixar o cargo via Twitter, governo anuncia sua exoneração

26 de dezembro de 2013 | 21h 20
Pedro Venceslau e Rafael Moraes Moura - O Estado de S. Paulo

São Paulo e Brasília - Um dos principais adversários da presidente Dilma Rousseff (PT) dentro do PMDB, o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (PMDB) fez ontem à tarde, pelo Twitter, um apelo público para que ela publicasse no Diário Oficial da União sua exoneração da vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal (CEF), cargo do qual tomou posse em 2011. No início da noite, o Planalto atendeu ao seu desejo, anunciando sua exoneração, que está hoje no Diário Oficial.

Em sua mensagem, o ex-ministro pedia à "cara presidenta Dilma" que "por gentileza" publicasse a exoneração, lembrando que seu pedido estava nas mãos dela há tempos. Em outra mensagem, também no microblog, Geddel informava ter feito "novo e dramático apelo", desta vez ao presidente da Câmara, Henrique Alves, para que ajudasse a apressar a medida.

Presidente do PMDB da Bahia, o ex-ministro deve disputar o governo do Estado em 2014 e teme que a manutenção de seu cargo na estatal seja usada por seus adversários na campanha eleitoral. "Entreguei (o cargo) em setembro e pediram para eu aguardar um substituto. Não fiz isso com a intenção de provocar e não quero politizar", disse o peemedebista ao Estado.

O ex-ministro da Integração Nacional afirma que, nesse tempo todo, tem ido trabalhar, mesmo contrariado. "Não quero entrar 2014 no cargo", afirmou o peemedebista.

E-mail. Por e-mail, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, informou ontem a Geddel que não tramitou na Casa Civil o pedido de afastamento feito no mês de setembro.

"Sua solicitação de afastamento deve ser encaminhada ao Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal", escreveu a ministra, explicando que o pedido será repassado depois para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, responsável pela tramitação do ato. "Considerando seu e-mail, comuniquei-o ao Ministério da Fazenda e à Presidência da Caixa Econômica Federal, para procedermos sua exoneração", disse Gleisi na mensagem.

"Estatutariamente a Caixa não nomeia nem demite. Quem faz isso é a presidente da República. Mas não há crise nisso", rebateu Geddel.

Erro. Questionado sobre qual dos candidatos à Presidência contará com seu apoio, o peemedebista diz que não repetirá "o erro da eleição passada", quando apoiou Dilma. Em 2010, a petista prometeu se dividir entre o palanque do ex-ministro de Lula e do governador Jaques Wagner (PT), que disputava a reeleição e acabou eleito.

Na reta final, porém, Dilma apareceu de surpresa em Salvador e gravou uma declaração de apoio para o governador baiano. O gesto fez o dirigente peemedebista se insurgir contra a presidente. Em março de 2011, Geddel assumiu o cargo no banco estatal na cota do PMDB, mas não se aproximou politicamente de Dilma.

Em 2012, ele contrariou a cúpula nacional do partido e apoiou, no 2º turno, a eleição do ex-líder do DEM na Câmara ACM Neto para a prefeitura de Salvador. O adversário era o petista Nelson Pelegrino. Para a eleição estadual de 2014, Geddel tenta articular uma frente de oposição formada pelo PSDB, PPS e DEM, além do PMDB .

Na mais recente convenção nacional do PMDB, realizada em março, em Brasília, o ex-ministro foi eleito secretário-geral da sigla e ganhou força na máquina partidária. "Apesar dessa posição na Bahia, ele garantiu que fechará com a indicação de Michel Temer para ser o vice de Dilma na convenção do PMDB no ano que vem", afirma o senador Valdir Raupp, presidente nacional do PMDB.






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