ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

Você está em Notícias > Política

Governo italiano está otimista em decisão de Lula sobre Battisti

Ministro da Defesa do país declarou que 'não é vingança querer que alguém condenado cumpra sua pena'

19 de novembro de 2009 | 13h 01
estadao.com.br

Membros do governo italiano aguardam com "confiança" o parecer do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a extradição do ativista de esquerda Cesare Battisti, aprovada na última quarta-feira, 18, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi feito pelo governo italiano para que ele seja enviado ao seu país, onde foi condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, quando militava no grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC).

Veja Também

linkBattisti deve ser extraditado, diz Sarney

linkLíder do PT acha 'positivo' Lula ter decisão final sobre Battisti

linkLula deve contrariar STF e manter Battisti no Brasil

linkTarso considera 'dúbio' voto de Mendes sobre Battisti

linkPor cinco votos a quatro, STF autoriza extradição de Battisti

especialEntenda o caso Cesare Battisti

especialA cronologia do caso Battisti

video Ideologia não influenciou concessão de refúgio, diz Tarso 

Para o ministro italiano do Trabalho, Maurizio Sacconi, o veredicto do STF sobre a extradição, anunciado na última quarta-feira, constitui um "passo decisivo". Agora, ele disse estar "muito confiante" sobre qual será o posicionamento de Lula. Para La Russa, a extradição será "uma consequência óbvia da sentença, porque o presidente Lula sempre declarou que acataria a decisão da corte". La Russa também rejeitou as especulações de que a extradição do italiano seria uma forma de vingança contra os crimes cometidos. "Não é vingança querer que alguém condenado comece a cumprir sua pena. Acho que falar de vingança seria verdadeiramente uma abominação", comentou.

O ministro da Defesa do país, Ignazio La Russa, declarou que "não é vingança querer que alguém condenado comece a cumprir sua pena". "Acompanhamos com confiança a decisão da Suprema Corte", disse, por sua vez, o ministro da Justiça, Angelo Alfano, que enviou um representante de seu ministério, o italiano Italo Ormanni, para acompanhar o julgamento do caso. Ele esteve presente em todas as sessões do STF.

O chanceler italiano, Franco Frattini, também disse esperar a decisão de Lula: "A última palavra agora é política, e nós esperamos com respeito e serenidade", escreveu nesta quinta-feira Frattini em um post no site de relacionamentos Facebook. Também o Partido dos Comunistas Italianos (PDCI) recebeu com celebração a notícia de que o Supremo havia aprovado a extradição do italiano. "Os terroristas, como todos os acusados, devem responder os processos em que são réus", disse. Na mesma declaração, o chefe da diplomacia italiana agradeceu aos "embaixadores que acompanharam o caso" e que trabalharam "este assunto doloroso com competência e perseverança".

Após fugir em 1981 de seu país e passar por França e México, o italiano foi detido no Brasil em 2007. Em janeiro deste ano, o ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu a ele o status de refugiado, sob o argumento de que o ex-ativista sofre "fundado temor de perseguição" em seu país, o que foi refutado por Peluso, que declarou ainda que os crimes atribuídos a ele são comuns e não políticos.

Lula sempre apoiou a decisão do Ministério da Justiça de abrigar Battisti. O presidente foi convencido por amigos de que, se o ex-militante de extrema-esquerda retornar à Itália, corre risco de vida. De qualquer forma, na conversa mantida com o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, no fim de semana, Lula prometeu respeitar a decisão do STF.




Siga o @EstadaoPolitica no Twitter

Lula deixa tucanos com a bandeira da oposição em SP

  • Lula deixa tucanos com a bandeira da oposição em SP
  • Kassab é vaiado em evento do PT
  • Secretário de SP afirma que não ocorreu "nenhum incidente grave" no Pinheirinho
Classificados de Imóveis
Carros | Empregos | Mix