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'Gratidão não se paga com a toga', diz José Antonio Toffoli

Novo ministro pode ficar no STF até 2038, quando completa 70 anos e atinge aposentadoria obrigatória

05 de outubro de 2009 | 10h 04
AE - Agência Estado

Mesmo reconhecendo que tem muitos amigos na política e pode vir a ser o julgador de alguns deles, o mais novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli, de 41 anos, diz que, "a partir da posse, não se depende de mais ninguém". Ele usou a frase para falar da independência proporcionada, por exemplo, pela vitaliciedade do cargo. "Gratidão se paga com gratidão. Não se paga com a toga", declara.

Toffoli pode ficar no Supremo por longos 29 anos, até 15 de novembro de 2038, quando completa 70 anos e atinge a aposentadoria obrigatória. Ele assume no STF no dia 23, na vaga aberta com a morte do ministro Menezes Direito. "Vou com a vontade de passar vários anos me dedicando a esse trabalho, porque estarei me dedicando à Nação brasileira", disse.

Como na sabatina diante dos senadores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Toffoli não quis se comprometer com a ideia de que, por ter dirigido a Advocacia-Geral da União (AGU), não deve participar do julgamento da concessão de refúgio ao ativista italiano Cesare Battisti.

O novo ministro também preferiu não definir sua posição ideológica. "A maneira como vou me comportar no Supremo vou demonstrar ao longo dos meus votos. É difícil dizer se serei mais liberal, mais progressista ou mais conservador. Procurarei sempre me balizar pelas leis e pela Constituição", afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




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