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Greve da PM pode se repetir e comprometer Copa, diz socióloga

Ivone Freire Costa, especialista em Segurança Pública da Universidade Federal da Bahia, defende que questões envolvendo a polícia precisam ser amplamente negociadas antes de 2014.

08 de fevereiro de 2012 | 8h 24

Ainda que governo e policiais cheguem a um acordo para por fim à greve da Polícia Militar na Bahia, persistirá o risco de que manifestações voltem a acontecer no país e afetem a realização da Copa do Mundo de 2014.

A afirmação é da socióloga da Universidade Federal da Bahia Ivone Freire Costa, fundadora da Renaesp (Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública), órgão que reúne 72 cursos de especialização em Segurança Pública e é ligado ao Ministério da Justiça.

A greve chegou ao nono dia sem acordo. Um grupo de policiais baianos ocupa desde a semana passada o prédio da Assembleia Legislativa da Bahia, que está cercado por tropas federais da Força Nacional. Neste período, o número de homicídios no Estado já atingiu 120, acima do registrado no mesmo período no mês de janeiro e mais da metade dos 171 registrados em todo o mês de fevereiro de 2011.

Crítica das condições de trabalho oferecidas pelos governos estaduais à Polícia Militar, Costa coordena o primeiro mestrado do Brasil voltado à qualificação de policiais. Ela observa que eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas tendem a ser vistos como "ambientes de barganha" pelos movimentos sindicais e pede que o governo invista na cultura da negociação.

Leia os principais trechos da entrevista concedida à BBC Brasil.

BBC Brasil - O governo da Bahia tem origem no movimento sindical, portanto é experiente em movimentos de greve. O governo falha nas negociações ao permitir que uma greve como essa exploda?




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