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Homem de Agaciel tentou legalizar atos secretos antigos

Ralph Siqueira, que integrou comissão de investigação, foi quem ordenou a introdução dos boletins no sistema

13 de agosto de 2009 | 20h 36
Rosa Costa e Leandro Colon, de O Estado de S.Paulo

Partiu de um integrante da chamada tropa de choque do ex-diretor Agaciel Maia a ordem para que os 468 atos secretos revelados nesta quinta-feira, 13, - editados entre 1998 e 2000 como "suplementares" - fossem publicados após 29 de maio no Boletim de Administração de Pessoal (BAP), sistema que divulga esses dados.

Heráclito na tribuna repudia atos secretos  - WILSON PEDROSA/AE
WILSON PEDROSA/AE
Heráclito na tribuna repudia atos secretos

Promovido a diretor de Recursos Humanos em março, Ralph Siqueira, que integrou a comissão que investigou a existência de atos secretos no Senado, ordenou a introdução dos atos no sistema para legalizá-los. A ação, detectada por um grupo de servidores não-alinhados com a chamada "turma do Agaciel", escancarou o conflito de bastidor no Senado entre os funcionários.

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Nesta quinta, ele admitiu ao Estado a responsabilidade pelas publicações desses atos, que, assim como os demais, tratam de nomeações, criação de cargos e gratificações a servidores. Mas negou que tenha feito isso na surdina. "Não houve boicote", afirmou. Na opinião do funcionário, esses 468 atos não seriam secretos porque foram impressos pela gráfica do Senado na época, apesar de não terem tido publicidade externa.

Segundo ele, esses boletins foram publicados entre maio e junho com datas da época a que se referem. O Estado já havia identificado esses documentos na noite de quarta-feira, 12, no sistema de publicação do Senado.

Ralph Siqueira era um dos homens de confiança de Agaciel Maia. Foi advogado-geral adjunto até outubro, uma espécie de braço-direito do então advogado-geral, Alberto Cascais, da tropa de choque de Agaciel.




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