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Ibope/CNI: Caso Erenice não se refletiu nas intenções de voto

Para diretor de Operações do CNI, escândalo na Casa Civil teve pouco impacto sobre eleitores

29 de setembro de 2010 | 11h 37
Célia Froufe, da Agência Estado

BRASÍLIA - Os recentes escândalos envolvendo a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, braço direito da então ministra Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, tiveram pouco impacto na intenção de voto dos eleitores, segundo o diretor de Operações da CNI, Rafael Lucchesi. "Pode ter impacto na opinião pública, mas não se refletiu de forma decisiva no quadro eleitoral", considerou ao comentar a pesquisa CNI/Ibope divulgada mais cedo.

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Lucchesi comentou que, na pesquisa estimulada, Dilma mantém a liderança das intenções de voto. "A diferença entre ambos (Dilma e o candidato tucano, José Serra) se mantém bastante elevada", comparou. O patamar de influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue bastante elevado, na opinião do diretor da CNI. "Um total de 93% dos entrevistados identificam Dilma como candidata do PT, o que é extremamente importante para transferir votos do presidente Lula", disse. "É uma rampa bastante afirmativa", acrescentou.

O diretor salientou, porém, que o porcentual dos indecisos (18%) na pesquisa espontânea ainda segue bastante elevado.

Liderança

A candidata do PT segue firme com metade das intenções de votos da população desde o fim de agosto, segundo a avaliação feita por Lucchesi com base em várias pesquisas realizadas pelo Ibope com a mesma metodologia. "Dilma se mantém em 50% desde 27 de agosto e não há sinais de queda. Neste cenário, ela seria eleita no primeiro turno", avaliou. "Sem sombra de dúvidas, se a eleição fosse hoje, seria vitória no primeiro turno", acrescentou.

Lucchesi enfatizou que a candidata que expressou o maior crescimento das intenções de voto desde o fim de agosto foi Marina Silva (PV). "O candidato Serra não consegue recuperar queda registrada desde fins de agosto. Os votos estão indo mais para a Marina do que para outros candidatos", disse.

Para o diretor, parte do crescimento da candidata do PV pode ser atribuído ao início da propaganda eleitoral na televisão, que começou em 17 de agosto. "Desde então, Dilma se sustenta, Serra decresce e Marina tem elevada e persistente progressão durante todo o horário eleitoral gratuito", comparou.

Pesquisa

Os representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcularam há pouco, a pedido dos jornalistas, o quadro eleitoral para presidente da República, levando em conta apenas os votos válidos obtidos por meio da pesquisa CNI/Ibope. Pelo cálculo, a candidata do PT teria 55% das intenções de voto, contra 30% do tucano José Serra e 14% da candidata do PV, Marina Silva. Os demais candidatos estão com 1% das intenções de voto. Os votos válidos foram obtidos por meio da retirada dos votos brancos, dos nulos e dos eleitores que não souberam ou não responderam à pesquisa.




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