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Impunidade no Brasil é 'generalizada', diz Tarso

Ministro fez a última entrevista coletiva antes de deixar o cargo para disputar o governo do RS

09 de fevereiro de 2010 | 12h 17
Vannildo Mendes, da Agência Estado

O ministro da Justiça, Tarso Genro, destacou nesta terça-feira, 9, na última entrevista coletiva antes de deixar o cargo, a atuação da Polícia Federal (PF) no combate à criminalidade durante sua gestão. A boa novidade, de acordo com ele, é que o foco de atuação policial está no combate à impunidade das elites, o qual tem "um caráter exemplar para o restante da sociedade". Porém, Genro reconheceu que "a impunidade é generalizada no País".

Veja também:

link Para Tarso, fim da 'pirotecnia' da PF marcou sua gestão

Segundo o ministro, a sensação de impunidade que há no País faz sentido. Ele disse que existem "milhares de mandados de prisão não cumpridos, alcançando todas as esferas da sociedade, inclusive em relação ao crime comum". O ministro disse que a impunidade é também "histórica" e considerou "positiva" a preocupação da sociedade em combater "a impunidade das elites".

Tarso defendeu uma reforma no Código de Processo Penal para acabar com os "recursos dilatórios" (que retardam as ações na Justiça) e tornar mais rápida a tramitação dos processos. O ministro transmite amanhã a chefia da pasta ao secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto.




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