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Indústria do Carnaval calcula perdas com greve e teme falta de 'plano B'

Governo não anunciou plano de contingência caso PMs permaneçam parados durante a festa.

08 de fevereiro de 2012 | 18h 21

A greve dos policiais militares da Bahia já afeta a indústria do Carnaval no Estado. A poucos dias da festa, shows têm sido cancelados e não há garantias do governo sobre um "plano B" para manter a segurança nas ruas.

O receio de que a festa seja comprometida persiste entre alguns empresários, visitantes e a população local.

A sensação de insegurança tem feito boa parte do comércio, inclusive shopping centers, anteciparem o fim do expediente. Há nove dias, antes que anoiteça, a cidade tem ficado deserta; e à noite o movimento cai a quase zero.

Na manhã desta quarta, representantes de blocos de carnaval, camarotes, artistas, bares e restaurantes se reuniram com o secretário de Comunicação do governo, Robinson Almeida, na tentativa de chegar a uma posição sobre a realização ou não do Carnaval.

Almeida reiterou que haverá Carnaval, mas não esclareceu se há um "plano B" para a segurança da festa, caso a PM não volte à ativa.

O Carnaval de Salvador leva às ruas 2 milhões de pessoas em 25 km de avenidas e gera aproximadamente R$ 1 bilhão em negócios, segundo a prefeitura. A expectativa é que o município arrecade cerca de R$ 20 milhões em cotas de patrocínio.




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