Intenção é derrubar convite para Mantega ir ao Senado, diz líder do PT
Para o senador Walter Pinheiro, não há motivos para que o ministro vá ao Congresso e esclareça a nomeação e a demissão do presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci
BRASÍLIA - O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), disse nesta terça-feira, 7, que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve ir ao Senado em março. Mantega está na berlinda desde a demissão, no final do mês passado, do ex-presidente da Casa da Moeda Luiz Felipe Denucci. A oposição cobra Mantega de ter sido omisso quanto à nomeação de Denucci, indicado pelo PTB, que teria ficado no cargo por três anos mesmo com suspeitas que pairavam contra ele.
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Segundo Pinheiro, a intenção da base aliada é derrubar, ao menos por ora, o convite para que Mantega vá prestar esclarecimentos à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado na semana que vem. O pedido foi feito esta manhã pelo PSDB na comissão. Para o líder petista, não há motivos para que Mantega esclareça a nomeação e a demissão de Denucci se há uma investigação ainda em curso aberta pelo Ministério da Fazenda sobre o episódio.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), faz coro. "O ministro não deve vir falar sobre esse caso. Essa é a orientação da base. Não temos que politizar esse fato e criar uma crise fictícia", afirmou Jucá.
Mas, segundo Pinheiro, Mantega deve vir, como sempre faz semestralmente, à CAE para fazer um balanço da gestão econômica. Será, afirmou o líder petista, uma oportunidade para ele falar sobre o assunto. "Se nesse dia quiser abordar nesse tema, sem problema. Focar isso agora não é uma questão essencial. Vamos acompanhar toda apuração", disse Pinheiro.
Denucci foi demitido sob suspeita de ter recebido propina de fornecedores da Casa da Moeda. Reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada dias depois afirmou que o presidente da instituição tinha aberto offshores em paraísos fiscais e movimentado R$ 25 milhões.
Mantega admitiu ter sido avisado em 2010 que Denucci tinha tido um problema em 2001 com a Receita Federal, mas afirmou não ter visto motivo para demissão naquela ocasião. O ministro da Fazenda também é questionado sobre porque teria aceitado a indicação do PTB para abrigar Denucci para um cargo eminentemente técnico. O PTB nega tê-lo indicado para o posto.
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