- receba o estado em:
- casa
- edição digital
- rss
- celular
Irmão recebeu salários de servidor do Senado preso
Condenado por roubo seguido de morte em 1991 e preso na Papuda, em Brasília, um funcionário do Senado - João Paulo Esteves - continuou a receber seu salário por cinco anos, mesmo sem aparecer no Congresso para trabalhar. Nesse período, conforme o Ministério Público, a folha de ponto de João Paulo era falsificada pelo irmão Sílvio Esteves, também servidor, ou sua presença era atestada por Maria Socorro Rodrigues, chefe do gabinete do ex-senador Joel de Hollanda (PE), na época do PFL, hoje DEM, onde João Paulo estava lotado. Apesar de supostamente ser o principal beneficiário da armação, a investigação mostrou que João Paulo teria, na verdade, sido vítima do esquema. Enquanto esteve preso, sua conta bancária era movimentada pelo irmão, que dispunha de uma procuração reconhecida em cartório para isso.
Quando progrediu para o regime semiaberto, João Paulo foi ao banco para ?tomar conhecimento de sua situação financeira? e disse ter encontrado na sua conta apenas R$ 6 ou R$ 7. Por conta disso, Sílvio Esteves foi denunciado pelo Ministério Público por improbidade administrativa e pode ser condenado a devolver aos cofres públicos R$ 212 mil, o equivalente aos salários e gratificações recebidos irregularmente em nome do irmão, conforme cálculo do Tribunal de Contas da União (TCU). Além disso, Sílvio Esteves responde a uma ação penal por falsidade ideológica e peculato. A chefe de gabinete que atestava a presença de João Paulo também está sendo processada e deverá ser multada em pelo menos R$ 10 mil pelos prejuízos causados aos cofres públicos por omissão. O processo ainda tramita na 17ª Vara da Justiça Federal em Brasília.
O esquema só foi descoberto quando o juiz responsável pela execução da pena encaminhou ofício ao Senado para saber se João Paulo poderia voltar às atividades quando progredisse para o semiaberto, em 1996. Nesse intervalo, ele recebeu gratificações, férias e os adicionais pagos pela convocação extraordinária. Além de lesar o irmão, segundo o Ministério Público, Sílvio também causou prejuízos à mãe, Leila Esteves Gonçalves. De acordo com a Lei 8.112 de 1990, a família do servidor público que é preso, mas não perde o cargo, recebe o equivalente à metade do salário a título de auxílio-reclusão. Sílvio foi não localizado pelo Estado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
- -- Procuradores traçam atuação do MP para as ...
- -- Em troca de apoio, PDT quer vice na chapa de ...
- -- Polícia aguarda advogado de assassino de Glauco ...
- -- TV 'oficial' exibe deputado em protesto e até em ...
- -- Maia: DEM não vai entrar na disputa entre MP e ...
- -- Governo não quer bancar perdas de Estados, diz ...
- 01 Liminar do TRE-SP suspende propaganda partidária ...
- 02 Corretor acusa Dirceu e PT de ganhar 'por fora' R$ ...
- 03 Governo e oposição de Israel criticam Lula por ...
- 04 Chanceler israelense falta à sessão do ...
- 05 Em entrevista, suspeito revela como matou ...
- 06 Neymar pode ser suspenso por até 12 jogos no TJD
- 07 Após confessar crime, suspeito de matar Glauco ...
- 08 Governo e oposição de Israel cobram de Lula ...
- 09 O ''vírus da paz'' de Lula
- 10 Presidente Lula visita Museu do Holocausto em seu ...
Grupo Estado
- Copyright © 2007-2010
- Todos os direitos reservados







Email
Imprimir


