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Isolado, Serra afirma que PSDB deve lançar Aécio à Presidência ‘sem demora’

Em mensagem divulgada pelas redes sociais, ex-governador paulista indica ter desistido de disputar posto de candidato tucano ao Planalto com o mineiro, que tem apoio majoritário na sigla

16 de dezembro de 2013 | 21h 07
Iuri Pitta e Ricardo Chapola - O Estado de S. Paulo

Texto atualizado às 23h10

Caminho de Serra agora é tentar vaga no Senado ou na Câmara - Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão
Caminho de Serra agora é tentar vaga no Senado ou na Câmara

SÃO PAULO - O ex-governador de São Paulo José Serra afirmou nesta segunda-feira, 16, que os defensores da confirmação do senador Aécio Neves (MG) como candidato do PSDB à Presidência da República devem formalizar a indicação "sem demora". A declaração, interpretada até por seus aliados como uma desistência da terceira candidatura ao Planalto, foi dada nas redes sociais, às 19h56, um dia antes de Aécio lançar documento com as diretrizes de seu futuro programa de governo.

Concorrente ao Planalto nas disputas de 2002 e 2010, quando foi derrotado respectivamente pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela presidente Dilma Rousseff, Serra disse que, "como a maioria dos dirigentes do partido acha conveniente formalizar o quanto antes o nome de Aécio Neves para concorrer à Presidência da República, devem fazê-lo sem demora".

Na mensagem de 57 palavras, o ex-governador também se diz grato por quem gostaria de vê-lo disputando o Planalto pela terceira vez. "Agradeço a todos aqueles que têm manifestado o desejo, pessoalmente ou por intermédio de pesquisas, de que eu concorra novamente."

A mensagem de Serra foi divulgada um dia após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso escrever, em depoimento ao Estado, que "quem pretenda ser candidato continuará sempre a esperar que algo inadvertido ocorra e mude o jogo". "Aposta arriscada, mas não ilegítima", afirmou FHC. "Cabe aos que não apostam no imprevisto empenhar-se para que a competição transcorra normalmente, mesmo porque os responsáveis por um partido não podem ficar paralisados à espera de um imprevisto, como uma doença num candidato, por exemplo."

Responsabilidade. Serra tomou a decisão de divulgar essa mensagem há pelo menos 15 dias. Um dos objetivos é não ser mais responsabilizado pelas divisões internas do PSDB ou pelo desempenho de Aécio nas pesquisas de intenção de voto - o senador obteve teto de 14% em pesquisa Ibope de novembro, ante 19% de Serra.

O ex-governador avisou alguns de seus aliados próximos, como o ex-governador Alberto Goldman, vice-presidente nacional do PSDB, de que tomaria essa atitude. "Eu já sabia que ele (Serra) ia fazer isso a qualquer momento. Era a disposição dele", afirmou. "Ele já tinha adiantado isso para quem é próximo, mas não deu detalhes nem data. Ele expressou a sua vontade."

O deputado Jutahy Magalhães Junior (PSDB-BA) afirmou que Serra fez um "gesto generoso". "E mostrou unidade partidária. Havia o entendimento de que a decisão sobre o candidato fosse ser em março, mas Serra achou conveniente abrir caminho para Aécio se lançar candidato quando ele quiser", disse. Goldman segue esse raciocínio. "Serra fez muito bem. Ele era criticado e visto como o responsável pelo partido ainda não ter um candidato certo."

Desde novembro, Serra tem viajado pelo País e agido como se estivesse em campanha. Nesta segunda, esteve em Caxias do Sul, onde disse a empresários gaúchos que chegou ao fim o "ciclo lulista de desenvolvimento" puxado pelo consumo interno.

O ex-governador também tem escrito artigos com discurso de oposição ao governo, postura que será mantida, segundo aliados. Pouco antes do prazo eleitoral para disputar eleições em 2014, Serra cogitou filiar-se ao PPS, mas preferiu ficar no PSDB.

Agora, o ex-governador deve avaliar outras opções: concorrer ao Senado, que terá a cadeira hoje ocupada por Eduardo Suplicy (PT) em disputa, ou a deputado federal. Aliados defendem que o ex-governador é o único nome em condições de enfrentar o petista, senador desde 1991. / COLABOROU ELDER OGLIARI






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