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Itália aguarda pedido da PF sobre dados de Pizzolato

12 de fevereiro de 2014 | 19h 21
WILSON TOSTA - Agência Estado

A Policia italiana espera acessar rapidamente o conteúdo do computador e do tablet apreendidos com o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, réu condenado no processo do mensalão que fugiu para Itália e foi preso na semana passado. Até o início da tarde desta quarta-feira, 12, porém, os policiais locais esperavam que a Polícia Federal brasileira enviasse uma carta rogatória pedindo oficialmente o acesso, o que ainda não acontecera, segundo informou ao Grupo Estado uma autoridade italiana que acompanha o caso. O policial, contudo, afirmou que o pedido deve chegar logo, porque os policiais federais brasileiros têm sido "muito rápidos" no episódio.

O conteúdo dos equipamentos apreendidos é desconhecido. Porém, depois que foi anunciado que o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil fugira para o exterior, alguns de seus amigos divulgaram que o réu - condenado a 12 anos e 7 meses de prisão na Ação Penal 470 por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva -levara um dossiê com informações sobre a campanha de eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. Especula-se que poderiam constar informações sobre empresários que fizeram doações eleitorais para Lula. Também há expectativa sobre possíveis informações envolvendo o mensalão que poderiam estar arquivadas nos Hds.

Outra questão a esclarecer -e da qual pode haver pistas nos equipamentos digitais -é de onde vinha dinheiro que Pizzolato usava durante a fuga. Sabe-se que o ex-diretor tem uma conta bancária presumivelmente na Suíça que estaria em nome de um parente. Informações sobre essa conta também poderiam estar no computador e no tablet. A questão também pode gerar novos problemas para o ex-diretor do BB, que permanece no presídio de Sant''Anna, nos arredores de Módena. Autoridades italianas querem saber a origem desses recursos, já que Pizzolato pagava suas despesas em dinheiro vivo e, ao ser preso, tinha 15 mil euros.

Traduções

O grupo de apoio ao ex-diretor do BB prosseguia nesta quarta o trabalho de tradução para o italiano de algumas peças do processo do mensalão. O material está sendo repassado ao advogado de Pizzolato, Lorenzo Bergami, para embasar a tese de que o julgamento do processo no mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) foi político e não respeitou as provas, nem o direito de defesa. O argumento seria um dos pilares para enfrentar um processo de extradição a ser feito pelo Brasil.

É remota, porém, a possibilidade de "devolução" ao Brasil do réu, que tem dupla nacionalidade, brasileira e italiana. Segundo acordos internacionais, prevalece a nacionalidade do país onde o cidadão se encontra. Na Itália, Pizzolato é italiano, e no acordo de extradição entre os dois países eles não se obrigam a extraditar seus nacionais. Pizzolato, porém, ainda terá de enfrentar um processo por ter se apresentado na Itália com documentos em nome de Celso Pizzolato, um irmão que morreu em 1978.



Tópicos: Pizzolato, Computadores

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