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Jornais discutem o presente e, principalmente, o futuro

Cidade indiana é sede do congresso da Associação Mundial de Jornais e do Fórum Mundial de Editores

30 de novembro de 2009 | 19h 39
Ricardo Gandour, do Grupo Estado

 
HYDERABAD, Índia - Começa nesta terça-feira, 01, mais um congresso da Associação Mundial de Jornais, junto com o Fórum Mundial de Editores. São eventos em paralelo, o primeiro ocorre há 62 anos, e o segundo há 16, cada ano num país. Hyderabad, cidade do leste da Índia, é a anfitriã desta vez. Entre os publishers, CEOs e editores-chefe diz-se "é o congresso da WAN", numa referência à sigla em inglês da entidade.

Hyderadab nem sente

Os cerca de 1.500 participantes não serão suficientes para mudar a rotina dos 6 milhões de hyderabadenses. A sensação é que todos eles estão andando pelas ruas, a pé, de carro, lambreta ou principalmente espremidos em triciclos amarelos, espécies de romisetas feitas mini-táxis, cujos motoristas carregam quantos o cliente quiser - mesmo! Sexta cidade da Índia, é a capital da alta tecnologia para exportação, mas com precária infra-estrutura elétrica para consumo interno - a regra nos postes são os "gatos". O trânsito é caótico, semáforos e faixas de pedestre são raros e o acessório mais usado pelos motoristas é a buzina.

Mesas bem redondas

A "Wan" começa só na terça, mas nesta segunda, como acontece todo ano, tivemos as tradicionais mesas-redondas, espécie de pré-congresso. Chris Elliot, editor-chefe do jornal inglês "The Guardian", está numa delas, cujo título, provocativo, é "Imprensa Livre: Quão boa é uma Missão sem um Modelo de Negócio?". "Claro que o desempenho econômico é a base para que se possa ter jornalismo de qualidade. Bancar um repórter em Bagdá não sai menos de 300 mil dólares por ano", disse Elliot - que toca um jornal com modelo de negócio peculiar, já que pertence a uma fundação. A mesa é mesmo bem redonda: o debate é intenso entre palestrantes e audiência.

Conversa com Chris Elliot

Logo após a mesa redodnda,  Elliot falou ao Estado:

O sr. mencionou que vê o poder legislativo perdendo poder em seu país, nas últimas décadas. A chamada "imprensa tradicional" parece também estar perdendo poder. Como vê esses dois movimentos?




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