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Juiz do caso Dantas nega ter autorizado grampo no STF

Na CPI, Fausto De Sanctis alegou amparo na lei para não detalhar Operação Satiagraha, que prendeu banqueiro

12 de agosto de 2008 | 16h 49
Ana Paula Scinocca - de O Estado de S.Paulo

O juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Fausto De Sanctis, negou nesta terça-feira, 12, em depoimento à CPI dos Grampos, na Câmara, ter feito ou autorizado grampo telefônico e escuta no gabinete do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes. "Eu, em nenhuma hipótese, cogitei ou admitirei monitorar qualquer pessoa com prerrogativa de foro, leia-se desembargador de tribunal e ministro do STF. Eu nunca fiz isso e nunca farei. Essa é a verdade, acreditem ou não", afirmou.

 

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Segundo o magistrado, "qualquer estudante do segundo ano da faculdade de Direito sabe os limites de um juiz". Em depoimento à CPI, Sanctis negou que o Judiciário tenha "por hábito" autorizar escutas telefônicas. "O Judiciário não endossa decisões da polícia, muito menos do Ministério Público. O Judiciário está lá para, se for o caso, concordar (com a escuta), mas se for o caso de discordar, discordar", afirmou. Segundo o magistrado, dos 842 inquéritos em andamento na 6ª Vara Criminal Federal, apenas 21 estão contemplados interceptação telefônica.

 

 

"Qualquer estudante de segundo ano de direito sabe os limites da competência jurisdicional de um juiz. Não iria ser diferente comigo", completou.

 

De Sanctis se recusou a passar aos integrantes da CPI informações sobre o processo que apura um esquema de crimes financeiros que seria comandado por Dantas e foi desbaratado na Operação Satiagraha, da Polícia Federal..As informações foram solicitadas pelo presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ).

 

"Não posso falar. Se a CPI quiser o compartilhamento de provas, deve pedir por meio de ofício sigiloso, que será analisado pelo Ministério Público, que é o titular da ação, e (o pedido) será deferido, ou não, pela autoridade competente."




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