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Líder do PSDB diz que 'muitas dúvidas' permanecem

03 de dezembro de 2013 | 16h 48
RICARDO BRITO - Agência Estado

O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), afirmou nesta terça-feira, 03, que "muitas dúvidas" ainda permanecem, mesmo após o depoimento do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Cardozo prestou esclarecimento sobre as investigações de denúncias de corrupção contra políticos de partidos da oposição e formação de cartel no transporte de trens de São Paulo e em Brasília.

"As dúvidas permanecem porque esse caso foi excessivamente e indevidamente politizado a partir de divulgação politicamente orientada de documentos que deveriam estar sob sigilo", afirmou o tucano. Para ele, essas informações deveriam estar sob a guarda de órgãos ligados ao Ministério da Justiça, numa referência à Polícia Federal e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O líder do PSDB disse que não foi esclarecido o episódio envolvendo documentos atribuídos a um ex-diretor da Siemens - revelado pelo jornal "O Estado de S. Paulo" - de que políticos do PSDB e do DEM estariam envolvidos em um esquema de recebimento de propina relativo ao cartel de metrô. "Ainda há muitas dúvidas a serem esclarecidas", afirmou.

Respeito

O ministro da Justiça elogiou a atuação dos senadores oposicionistas que o questionaram. Na semana passada, integrantes do PSDB chegaram a cobrar a demissão de Cardozo, sob o argumento de que ele não teria agido de forma isenta no episódio.

O ministro disse mais uma vez ter feito o encaminhamento da papelada apócrifa à Polícia Federal nos estritos termos da lei. "Como foi um depoimento em que as pessoas foram técnicas e buscaram saber a verdade, foi possível expor detalhadamente tudo aquilo que aconteceu sem a politização, sem se transformar o depoimento numa cena de disputa partidária, o que seria muito ruim para todos", afirmou.

Cardozo disse que "não precisa xingar alguém", chamá-lo de "bandido" ou "vigarista" para discordar dele. "Eu posso discordar sendo respeitoso. Eu acho que isso é próprio de um parlamento numa sociedade democrática. Contundência, critério, rigor na arguição, mas com respeito", completou.






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