Líderes aliados admitem que situação da CPMF é 'dramática'
Base aliada já considera adiar a votação da emenda que prorroga o tributo para o ano que vem
Diante da iminente derrota no Senado, o governo reabriu as negociações com o PSDB e DEM, desta vez para que a discussão sobre a CPMF seja transferida para o próximo ano, informaram líderes da base aliada à Agência Estado. Segundo esses líderes, a "situação é dramática".
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Por isso, cresce no governo a percepção de que é concreta a possibilidade de não votar nesta quarta-feira a emenda que prorroga à CPMF. Somente um fato inusitado poderia reverter essa tendência, que se mostra, neste momento, majoritária entre os líderes governistas.
O líder do PMDB no Senado, senador Waldir Raupp (RO), informou, porém, que a votação da CPMF será mesmo nesta quarta, logo após a eleição do novo presidente do Senado, às 12 horas. Assim, para adiar a decisão para 2008, os líderes da base aliada teriam que obstruir a votação da emenda amanhã.
Em apuros, por falta de votos para prorrogar a contribuição, o governo corre atrás de apoio nesta terça. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou nesta manhã com o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, para pedir apoio de setores do DEM para a aprovação da emenda, mas não obteve sucesso. Lula deveria comparecer à cerimônia de assinatura do termo de adesão ao programa Bolsa-Atleta às 10h, mas não apareceu.
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