Lula admite que racha com PMDB pode levar Dilma a dois palanques
Presidente afirma que divergências na escolha dos candidatos ao governo estadual não podem prejudicar ministra
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que as divergências entre PT e PMDB nos Estados não podem ser impeditivos para a campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência em 2010. Portanto, poderá haver Estados em que Dilma terá dois palanques, um de cada partido. Após votar na eleição interna do PT, ele disse que o novo comando petista deve se empenhar para reduzir problemas na montagem dos palanques.
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Ao lado de Dilma, Lula disse que a ministra deverá subir em palanques diferentes nos Estados. "Não tenho mais ilusão quando se trata das disputas locais. Por mais que a gente oriente as pessoas que o que deve prevalecer é um projeto nacional, normalmente o que tem acontecido é que cada um olha para o seu umbigo e prevalecem as questões dos Estados", afirmou. "O que é importante é que, se houver divergência na base aliada nos Estados, isso não seja impeditivo para a ministra Dilma ter dois ou mais candidatos", completou Lula.
Ao contrário do que deseja o presidente, PT e PMDB deverão lançar candidatura própria no Acre, Bahia, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. "É sempre difícil imaginar que um candidato ou candidata a presidente vá ao Estado fazer comício em dois palanques diferentes". O presidente lembrou que a eleição ao governo de Pernambuco em 2006 foi um "sucesso extraordinário" da base aliada. Eduardo Campos, do PSB, o vencedor, e Humberto Costa, do PT, subiram no mesmo palanque com Lula para apoiar a reeleição do presidente, embora disputassem votos. "É sempre complicado, parece fácil colocar no papel, muito simples, mas na prática você não tem como fazer dois discursos, pedir votos para dois candidatos diferentes", salientou.
ERROS
O presidente avaliou que o PT disputará as eleições de 2010 mais fortalecido, "muito maior, mais calejado e mais senhor da situação" do que nos pleitos anteriores. Questionado sobre os desgastes sofridos pelo partido nas crises políticas ocorridas nos oito anos de governo, o presidente disse que erros sempre ocorreram nos partidos que estiveram no poder em qualquer parte do mundo. "Não existe na história política e partidária do mundo, um partido que estando no poder não tenha cometido erros. Precisamos ter clareza de que os erros cometidos devem servir de ensinamento para que isso não ocorra outra vez".
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