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Lula defende Sarney e critica denuncismo contra as instituições

Presidente diz que Sarney não é uma pessoa comum e que não sabe a quem interessa enfraquecer o legislativo

17 de junho de 2009 | 8h 46
Andrei Netto, enviado especial de O Estado de S. Paulo

Um dia depois do discurso feito pelo presidente do Senado, José Sarney, no qual esquivou-se dos escândalos na Casa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em sua defesa. Os atos secretos do Senado foram revelados em reportagens de O Estado de S. Paulo.

Lula veste traje do Cazaquistão em visita ao país - Ricardo Stuckert/PR
Ricardo Stuckert/PR
Lula veste traje do Cazaquistão em visita ao país

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Pouco antes de embarcar de Astana, no Casaquistão, onde realizava a última etapa de sua turnê pela Europa e pela Ásia Central, o presidente afirmou que Sarney "não é uma pessoa comum", demonstrou não acreditar nas denúncias recentes sobre as contratações secretas no Senado, criticou o "processo de denuncismo" e afirmou que não sabe "a quem interessa enfraquecer o poder legislativo".

A defesa de Sarney foi feita no início da tarde, horário local - final da madrugada no Brasil. "Eu sempre fico preocupado quando começa no Brasil esse processo de denúncias, porque ele não tem fim, e depois não acontece nada", justificou, criticando a reação da imprensa e da opinião pública contra o presidente da casa. "O Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum."

Lula argumentou que as denúncias devem ser investigadas, mas mostrou desconfiança sobre a veracidade das informações reveladas até aqui. "O que ganharia o Senado em ter uma contratação secreta se tem mais de 5 mil funcionários transitando por aqueles corredores? Por que haveria de ter alguém secreto?", questionou, completando: "Essa história precisa ser melhor explicada."


  


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