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'Lula deveria representar a Nação', critica Serra

Candidato do PSDB, que faz campanha pelo Sul do País, rebate presidente

04 de setembro de 2010 | 19h 10
JOSÉ ANTONIO PEDRIALI - Agência Estado

"O presidente da República deveria representar toda a Nação, e não apenas uma tendência partidária", disse na tarde deste sábado, em Londrina (PR), o candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra. Durante comício em favor de Dilma Rousseff, realizado em Guarulhos (SP), pela manhã, Lula afirmou que a utilização para fins eleitorais da quebra de sigilo fiscal de líderes do PSDB e de sua filha, Verônica, era um "golpe rasteiro" da oposição, e que Serra, ao endossar esse procedimento, se comporta como "um bicho (que) anda com uma raiva eu não sei de quem".

"Esta é a lógica petista", rebateu Serra, ressalvando que não polemizaria com Lula "por não estar suficientemente informado" do teor das críticas do presidente. "Eles, o PT e sua candidata Dilma Rousseff, culpam a vítima que está se defendendo da agressão feita por eles".

O tucano justificou que, ao denunciar no programa eleitoral a quebra de sigilo da família age "como qualquer pai que vê a filha sendo vítima de uma violência". Segundo ele, o PT "quis me atacar utilizando-se de minha filha, que é uma vítima inocente, pois não milita na política, não tem nada a esconder e é mãe de três filhos. Eles pretendiam prejudicá-la para prejudicar o pai".

"Em toda campanha o PT age assim comigo", disse Serra, citando o episódio dos "aloprados", quando, há quatro anos, um grupo de petistas foi flagrado tentando comprar documentos que supostamente comprometeriam Geraldo Alckmin, então candidato à Presidência, e José Serra, que disputava o governo de São Paulo. "Quem tradicionalmente tem baixado o nível são eles (o PT) e não eu", acusou.

Serra disse não esperar que a quebra de sigilo fiscal e as suspeitas de quebra de sigilo bancário de pessoas ligadas à sua campanha possa interferir no resultado da eleição. "Quem eu espero que ganhe com as denúncias que estamos fazendo é o Brasil, que está sendo alertado do que os nossos adversários são capazes. Se (os adversários) fazem isso durante a campanha, o que não farão se vencerem a eleição", questionou.


  


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