Lula diz que falou de Battisti em encontro com Berlusconi
Presidente brasileiro declarou que não poderia ir à Itália sem discutir a questão do ex-ativista
ROMA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o caso de Cesare Battisti foi discutido em seu encontro com o premier italiano, Silvio Berlusconi, com quem almoçou nesta segunda-feira, 16, no Palazzo Chigi (sede do governo da Itália).
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Questionado por jornalistas sobre o tema, Lula declarou que não poderia ir à Itália sem discutir a questão do ex-ativista de esquerda. O presidente também ratificou sua posição, de esperar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), órgão responsável pela análise do caso.
Battisti, ex-militante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), é condenado à revelia na Itália à prisão perpétua por quatro homicídios cometidos no fim da década de 1970. Em janeiro passado, ele obteve o status de refugiado político do governo brasileiro. Contudo, o Estado italiano pede a sua extradição.
O caso agora é julgado pelo STF, que deve apoiar ou não a deportação. Após duas sessões, a votação está empatada, e ainda não se pronunciou o ministro Gilmar Mendes, presidente da Casa.
Antes de Lula iniciar sua viagem à Itália, que antes passou pela França, Battisti enviou ao mandatário uma carta na qual dizia entrar em greve de fome, por não lhe "restar outra alternativa". A informação foi confirmada à 'ANSA' pelo senador José Nery (PSOL-PA).
No fim de semana, em repúdio ao protesto do ex-militante do PAC, membros de partido italiano, Movimento pela Itália (de centro-direita), e o presidente da associação de vítimas do terrorismo Domus Civitas, Bruno Berardi, também anunciaram uma greve de fome.
O Supremo deve voltar a julgar o caso nesta quarta-feira, e a decisão poderá ainda ser submetida ao presidente, que poderá ratificar ou não a sentença do STF.
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