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Lula impede segurança de barrar Timóteo em evento do PAC

Devido à desorganização, presidente se levantou e pediu a seguranças que deixassem vereador entrar

20 de maio de 2008 | 18h 54
Elizabeth Lopes, da Agência Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quebrou o protocolo nesta terça-feira, 20, durante evento do PAC na favela de Heliópolis, na zona Sul da Capital. Em razão da desorganização que marcou o evento, o cantor e vereador Agnaldo Timóteo (PR) foi impedido pelos seguranças de ficar ao lado do palco de autoridades. Ao ver o bate-boca do vereador com os segurança, Lula, que estava sentado ao lado do governador de São Paulo, José Serra, e do prefeito da Capital, Gilberto Kassab, levantou-se e foi até o local pedir que deixassem Timóteo entrar.   O acontecimento deixou o presidente contrariado e o levou a tecer comentários com Serra e Kassab sobre o fato. Para tentar amenizar a saia-justa, Lula elogiou o vereador em seu discurso: "Queria de público agradecer um companheiro, o Agnaldo Timóteo, que nos momentos difíceis me prestou uma solidariedade enorme".   O público que participou do evento, formado basicamente por moradores da favela de Heliópolis, recebeu o prefeito Gilberto Kassab com vaias. No discurso que fez, Kassab conseguiu reverter as vaias em aplausos ao citar o elenco de ações que serão feitas na favela por sua administração em conjunto com os governos federal e estadual. O governador José Serra foi recebido com aplausos, mas recebeu algumas vaias durante o discurso de cerca de 20 minutos. No final do pronunciamento do governador, alguns moradores entoaram o famoso refrão da campanha vitoriosa de Lula à Presidência.   Em seu discurso, o presidente disse que seria rápido porque todos ali deveriam estar "morrendo de fome", como ele, pois já passava das 14h30 e o calor era intenso. Além de liberar recursos para as obras do PAC, o presidente assinou uma mensagem ao Congresso Nacional outorgando concessão à Rádio Comunitária de Heliópolis. Ao falar da importância das rádios comunitárias, Lula brincou: "Eu só espero que vocês não coloquem essa rádio para falar mal de mim, pelo amor de Deus..."   O local onde foi realizado o evento, na favela de Heliópolis, era muito pequeno e por esta razão muitas pessoas, como membros da imprensa, tiveram de ficar confinadas sob um forte sol e muito calor. Uma das repórteres chegou a desmaiar. A solenidade estava prevista para começar às 12h45, mas foi iniciada com 45 minutos de atraso, e só terminou por volta das 15 horas.   Investimentos   Lula  liberou  para o Estado de São Paulo, R$ 4,32 bilhões, em eventos realizados na Capital, em Santos e em Santo André. Para justificar o fato de três governantes de partidos opositores estarem unidos para o lançamento de um pacote de obras de habitação, transporte, saneamento e urbanização, o presidente Lula falou que o evento de hoje não se resume apenas à liberação de recursos. "Estamos fazendo um processo de reparação da irresponsabilidade que há 30, 40 anos os prefeitos e governadores tiveram com os pobres deste País", disse. Segundo Lula, seu governo "está apenas cumprindo com a obrigação de governar para os mais necessitados".   A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, também presente no evento, destacou que o PAC é apartidário. Ela citou que, do total de R$ 504 bilhões que o presidente Lula destinou às obras deste programa no período de 2007 a 2010, o montante destinado para o Estado de São Paulo é de R$ 112 bilhões, ou seja, mais de 20%. "Esta parceria do governo federal com o governo de São Paulo rompe com os padrões de política que era feita no Brasil, onde só recebia dinheiro quem concordava com o governante", emendou.   José Serra e Gilberto Kassab também discursaram na mesma linha e elogiaram a parceira firmada com o governo federal. No discurso que fez, Serra também provocou o presidente Lula, falando do Corinthians na Série B. Palmeirense roxo, Serra disse que torce para o Corinthians volta para a primeira divisão e falou que Lula tem um "quezinho" de Palmeiras, numa referência ao fato do filho caçula do presidente trabalhar na equipe do técnico Vanderlei Luxemburgo. A provocação de Serra não ficou sem resposta. "Eu queria lembrar o Serra que o Corinthians só foi para a segunda divisão porque o Palmeiras já tem um título de campeão da séria B e nós não podemos ficar atrás", disse Lula.    




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