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Lula optou pela opressão, diz dissidente cubano

Oswaldo Payá diz que presidente escolheu poderosos em vez dos pobres.

19 de janeiro de 2008 | 14h 00

O engenheiro Oswaldo Payá, um dos mais destacados opositores ao regime de Fidel Castro em Cuba, diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu ficar ao lado dos opressores e não do povo cubano na visita que fez ao país esta semana, quando se encontrou somente com integrantes do governo.

Payá, líder do Movimento Cristão de Liberação, que defende o direito de todos os cubanos se candidatarem às eleições e a liberdade de expressão no país, diz que Lula, ao apoiar Fidel Castro, nega aos cubanos o direito aos valores democráticos que defende no Brasil.

"Aqui, veio fazer uma opção pública e uma celebração pública pelos poderosos e não pelos pobres. Fez uma opção pública pelos que oprimem, e não pelos que buscam a liberdade", afirmou em entrevista à BBC Brasil.

BBC Brasil - O discurso oficial do governo brasileiro é de que Cuba é um assunto dos cubanos. O presidente Lula veio aqui em 2003 e agora esta semana de novo. Durante este tempo, houve algum contato entre a oposição e o governo brasileiro?

Oswaldo Payá - Nenhum. Nós enviávamos à embaixada do Brasil nossos documentos e nossos programas, até o momento em que decidimos não o fazer mais, porque exceto nas vezes em que encontrei algum diplomata em alguma recepção de outras embaixadas e conversamos informalmente, nunca houve qualquer contato conosco.

Creio que há uma política do governo do Brasil de não ter nenhum contato e nenhuma relação conosco. E se eles não querem, não buscamos.




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