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Lula vai a evento da UNE e estudantes gritam 'Dilma presidente'

Ovacionado ao se levantar para fazer seu discurso, o presidente chegou a pedir que parassem em Congresso

16 de julho de 2009 | 18h 43
Lisandra Paraguassú, de O Estado de S.Paulo

Aos gritos de "Dilma presidente" e "Lula, guerreiro do povo brasileiro", os cerca de 3 mil estudantes que se reuniram nesta quinta-feira, 16, na abertura do 51º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) mostraram uma adesão inquestionável ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com algumas poucas reivindicações e vários elogios, deixaram claro de que lado estão. Algum desavisado poderia pensar tratar-se de uma convenção petista.

Ovacionado ao se levantar para fazer seu discurso, o presidente chegou a pedir que parassem: "Vocês vieram aqui para trabalhar ou para gritar?", brincou. As vozes dissonantes foram poucas. De um lado, um grupo bastante minoritário contrapunha o nome da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, para a presidência em 2010 com o de Ciro Gomes - também aliado do governo. Mas mesmo esse grupo se entusiasmou e conmeçou a tirar fotos de Lula assim que o presidente entrou no auditório do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, ontem, em Brasília.

"O presidente Lula é o presidente brasileiro a participar de um congresso da UNE em 71 anos de história", destacou a presidente da entidade, Lucia Stumpf, ligada ao PC do B - não há registros, no entanto, de outro presidente que tenha sido convidado além de Lula. Lula e o secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, foram convidados a pôr a mão no gesso que ficará exposto na nova sede da UNE, no Rio. Como Lula e Dulci demoraram muito, o gelo endureceu e os dois tiveram dificuldades para tirar a mão da massa.

Dominada há décadas pelo PC do B, que elegeu a maioria dos presidentes desde a reconstrução da entidade, em 1979, e pelo PT, que tem o segundo maior grupo, a UNE virou base do governo desde a primeira eleição de Lula, em 2002. Nunca antes a entidade teve uma relação tão próxima com o governo federal.

Essa proximidade se traduz em recursos. Desde 2004, a UNE já recebeu R$ 10 milhões da União. Desses recursos, R$ 7 milhões nos últimos 14 meses. O 51º. Congresso, que começou ontem em Brasília, teve o apoio de sete ministérios, a Caixa Econômica Federal, Correios, Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci) e Petrobrás. Um projeto de lei que tramita no Congresso ainda vai liberar recursos federais para a reconstrução da sede da entidade no Rio de Janeiro.

Em seu discurso, de pouco mais de meia hora, Lula elogiou a independência da UNE. "A Lucia (Stumpf) fez seu discurso como se eu não estivesse aqui. E fez mais forte porque eu estava aqui. Numa relação democrática,civilizada, ninguém pode ser dependente de ninguém", disse. "Eu sou amigo de vocês e vocês meus amigos. Vocês são uma entidade com autonomia e no momento em que vocês não concordarem comigo é para dizer na minha cara 'não concordo, sou contra' e vão para rua fazer passeata. Não tem nenhum problema".



Tópicos: Lula, UNE

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