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Mares Guia diz que PSB continuará apoiando governo Dilma

Presidente da sigla em MG descarta aproximação com PSDB a curto prazo

14 de fevereiro de 2012 | 19h 25
Marcelo Portela, da Agência Estado

BELO HORIZONTE - O presidente do PSB em Minas, Walfrido dos Mares Guia, descartou uma aproximação do partido com o PSDB no cenário nacional em curto prazo. Essa aproximação é defendida por tucanos como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que já declarou interesse em ter os socialistas como aliados para a disputa presidencial de 2014. Walfrido lembrou que, para uma aliança na corrida pelo Palácio do Planalto, a decisão "é lá em cima, não aqui comigo", mas avaliou que não há "nada nesse momento" que pese para o fim do apoio do PSB à presidente Dilma Rousseff.

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O partido integra a base de governos tucanos como o de Geraldo Alckmin, em São Paulo, e Antonio Anastasia, em Minas, e o PSDB deve manter apoio à reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB). Walfrido também foi vice-governador de Minas no mandato do hoje deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG), mas, por quatro anos, foi ministro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Nós estamos aliados nacionalmente com a presidente Dilma e estivemos aliados com o presidente Lula. Não tem nada nesse momento que mostre que deva haver mudança nisso", declarou, em jantar de comemoração pelo 32 anos do PT em Belo Horizonte na segunda-feira, 13.

Na capital mineira, o PSB aguarda os petistas decidirem sobre possível coligação em torno de Lacerda, mas Mares Guia negou que a decisão vá definir a adesão de socialistas a candidaturas do PT em outras capitais. A direção do PT avalia que o apoio ao prefeito é decisivo para a construção de alianças com o PSB em cidades como Recife e Fortaleza. "Cada caso é um caso. Nós temos que tratar tudo com muito carinho. É muito importante para o PSB nacional que essa aliança (em Belo Horizonte) continue estabelecida. Agora, isso não é pré-requisito para o seguinte: você não me apoiou lá, eu não te apoio aqui. Não é assim", declarou.

Mesmo assim, algumas das principais lideranças do PT em Minas, assim como a direção nacional do partido, trabalham pela reedição da aliança. O presidente nacional do partido, Rui Falcão, garantiu, porém, que a decisão local será respeitada. "Vários companheiros deram opiniões, mas quem decide é o diretório municipal", disse, referindo-se inclusive ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à presidente Dilma Rousseff. "São opiniões que podem ou não prevalecer, dependendo da vontade da base partidária. Nós respeitamos muito a decisão das bases", acrescentou, após passar por manifestantes contrários à aliança.

Em 2010, porém, após o diretório do PT em Minas definir pela candidatura do então ex-prefeito Fernando Pimentel ao governo do Estado em disputa contra o ex-ministro Patrus Ananias, a direção nacional petista impôs uma chapa encabeçada pelo também ex-ministro Hélio Costa (PMDB) em nome da aliança com a legenda do vice-presidente Michel Temer na disputa presidencial. Agora, Falcão afirma que "não haverá nenhum tipo de interferência na decisão democrática que for adotada".



Tópicos: PSB, PSDB, PT, Alianças

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