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Mares Guia e Azeredo negam denúncia do 'mensalão mineiro'

Ministro diz que vai fazer uma auditoria em seus negócios; ele teria movimentado R$ 24 mi em campanha

15 de setembro de 2007 | 17h 12
Eugênia Lopes e Ricardo Bandeira, do Estadão

O ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, e o senador Eduardo Azeredo (PSDB) negaram neste sábado, 15, a existência do "mensalão mineiro". De acordo com a reportagem de capa da revista IstoÉ deste sábado, o ministro seria responsável pela movimentação de mais de R$ 24 milhões na campanha à reeleição ao governo de Minas Gerais, em 1998, de Azeredo, hoje senador.

 

 Revista IstoÉ revela denúncia de 'mensalão mineiro'

 

Na tentativa de se desvencilhar das denúncias de que teria participado do "mensalão mineiro", Mares Guia anunciou que vai fazer uma auditoria em todos os seus negócios. Enquanto isso, Azeredo afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que os problemas financeiros da campanha ao governo de Minas Gerais, em 1998, não foram de responsabilidade do então governador e candidato à reeleição. O senador só teria tomado conhecimento deles posteriormente.

 

A assessoria de Azeredo alega, ainda, que o autor da lista dos políticos beneficiados por recursos durante a campanha é o lobista Nilton Monteiro, que teria falsificado as informações e, até, a assinatura do então governador. Na época em que a lista tornou-se pública, Azeredo processou Monteiro pela suposta falsificação. A assessoria do senador diz que a denúncia de IstoÉ é falsa e que ele não foi ouvido pela revista para se defender das acusações.

 

 

O Estado procurou o governador Aécio Neves (PSDB-MG), que aparece na lista como beneficiário de R$ 110 mil para sua campanha à Câmara dos Deputados, em 1998. A assessoria do governador, no entanto, não retornou os contatos. O publicitário Marcos Valério e o então coordenador financeiro da campanha de Azeredo, Cláudio Mourão, não foram encontrados para comentar as denúncias.

 

Auditoria

 

 

Em nota divulgada neste sábado, o ministro informou que o resultado da auditoria em seus negócios será apresentado à Receita Federal e à Justiça. "As receitas das empresas do ministro são transparentes e oriundas de negócios absolutamente lícitos e declarados à Receita Federal. Reiteramos que todas essas explicações foram dadas à Polícia Federal e estão documentadas", diz a nota. "Não há nada na vida política e empresarial do ministro que não seja absolutamente lícito e transparente", afirma Mares Guia.




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