Marta diz que ainda não é a hora de Lula fazer comício
A candidata da coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB) à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, disse hoje que ainda não chegou o momento de o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva engajar-se em sua campanha. "Ele aparecerá quando acharmos necessário e não vou contar quando. É estratégia de campanha", afirmou. A petista destacou, porém, que o presidente está disposto a ajudá-la a ganhar o voto dos paulistanos. "Temos a maior afinidade com o presidente e toda a disposição dele para estar com a gente", disse depois de passar a manhã visitando entidades sindicais na região central de São Paulo. "Na hora em que precisar, Lula estará aqui para gravar programa e fazer comício."
Marta afirmou desconhecer a passagem de Lula hoje à noite pela cidade. Questionada sobre uma eventual reunião com Lula, a candidata respondeu: "Ele vem (a São Paulo)? Não estava nem sabendo". Enquanto o reforço de Brasília não vem, a candidata aproveitou a manhã para uma breve caminhada pelo Vale do Anhangabaú, na zona central, entre uma visita ao Sindicato dos Comerciários e um almoço com a diretoria da entidade. Ao sair do prédio do Sindicato, tropeçou em um buraco na calçada de pedras portuguesas e reclamou: "Mas isso aqui está feio, hein?". Cumprimentou com apertos de mão moradores de rua, ouviu deles reclamações sobre os albergues da Prefeitura e prometeu melhorias nessa área. Um ciclista parou a candidata para saber qual era seu plano para a construção de ciclovias na cidade. "Ah, vários quilômetros", respondeu Marta.
Adversário
Mesmo depois de o prefeito e candidato à reeleição do DEM, Gilberto Kassab, ter acusado ontem Marta de ignorar seus desafios diários por não ter "feito nada" à frente da Prefeitura, a petista pretende manter sua atitude diante do adversário. "Debate se faz na hora do debate", afirmou Marta. "Não tenho porque bater boca com o prefeito. Ele fez o que fez e eu fiz o que fiz. A população julga". Mesmo assim, a candidata do PT tem um palpite de porque foi escolhida como alvo dos ataques. "Vai ver que é porque eu estou na frente", disse, em referência às pesquisas de intenção de voto que a apontam em 1º lugar.
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