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Mercadante nega atuação de servidores em campanha

29 de julho de 2010 | 20h 27
CHICO SIQUEIRA - Agência Estado

O senador Aloizio Mercadante, candidato do PT ao governo de São Paulo, voltou a negar hoje ter funcionários do Senado a serviço de sua campanha, conforme denúncias publicadas no jornal O Estado de S. Paulo. Mercadante negou inclusive que seu motorista Alexandre Ramos Fonseca trabalhe em seus compromissos de campanha. Na reportagem, o senador admitiu que Fonseca estivesse sendo usado para compromissos de campanha, mas nesta quinta-feira, ele negou as declarações.

"Nunca o usei para campanha eleitoral", afirmou o senador. Segundo Mercadante, suas palavras foram mal interpretadas. "Mas já estou explicando tudo isso em carta enviada ao jornal", disse. Mercadante disse que todos servidores do Senado que atuam na sua campanha foram exonerados antes de entrar na disputa. Ele também tentou explicar o fato de sua assessora de imprensa ter distribuído sua agenda política. "Ela recebeu um telefonema solicitando a agenda, mas minha agenda é aberta", disse.

O senador participou nesta quinta-feira de uma carreata pelas ruas de Araçatuba, no interior de São Paulo, sobre um jipe. Depois caminhou pelo Calçadão Comercial da cidade, onde posou para fotos e deu entrevista. A jornalistas, disse que no seu governo o Estado de São Paulo vai entrar na guerra fiscal. "Não vamos deixar nosso Estado ser passado para trás, como aconteceu nos últimos anos, quando o interior perdeu muitas indústrias para o Mato Grosso do Sul", disse, dando como exemplo o município de Três Lagoas, na divisa com São Paulo, que nos últimos dez anos recebeu mais de R$ 6 bilhões de investimentos e vai receber outros R$ 10 bilhões nos próximos três anos, por conta de incentivos estaduais oferecidos pelo governo sul-mato-grossense.

"A indústria de calçados, de biscoitos e agora a de celulose foram para aquele município, que soube se aproveitar da omissão do governo de São Paulo para tirar as indústrias daqui", disse o senador. "Nós vamos tratar o assunto com isonomia, o que outro estado oferecer nós também vamos oferecer", afirmou. Segundo ele, seu governo pretende criar agencias de desenvolvimento no interior e fazer um "Pacto Paulista" para melhorar a economia.


  


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