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Mesmo protegido na CPI, Dantas ataca PF e envolve governo

Banqueiro tinha garantido direito de ficar calado na comissão, mas soltou o verbo e falou por mais de 5 horas

13 de agosto de 2008 | 20h 38

Embora tivesse assegurado pelo STF o direito de ficar calado, o banqueiro Daniel Dantas abriu o verbo na CPI dos Grampos, na quarta-feira, atacou os responsáveis pela Operação Satiagraha, da Polícia Federal, e procurou envolver o governo. Foram alvos de Dantas em seu depoimento o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, o ex-diretor da PF Paulo Lacerda e a empresa de gerenciamento de riscos Kroll.

 

O depoimento durou quase seis horas. Segundo o presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), a audiência deixou claro que não existem "mocinhos" nos negócios do setor de telefonia. Ele não descartou a possibilidade de haver uma acareação entre Daniel Dantas e o delegado Protógenes Queiroz.

 

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