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Ministério Público investiga uso da apostila de Paes em escolas do Rio

Apuração se deve à utilização de um material didático de matemática que faz referência ao resultado da última eleição para prefeito

15 de março de 2013 | 18h 29
Fábio Grellet - O Estado de S. Paulo

RIO - O Ministério Público do Rio instaurou nesta sexta-feira, 15, um inquérito civil para apurar o uso indevido de material didático pela rede pública de ensino para promoção pessoal do prefeito Eduardo Paes (PMDB) e de seus aliados políticos. A investigação se deve ao uso de uma apostila de matemática que faz referência ao resultado da última eleição para prefeito e ao jogo "Banco Imobiliário - edição Cidade Olímpica", que usa o logotipo da prefeitura e cita projetos da gestão atual, como a Transcarioca, o Museu do Amanhã e o Parque Olímpico.

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A Secretaria Municipal de Educação tem 15 dias para encaminhar à 1ª Promotoria de Tutela Coletiva da Educação um exemplar da apostila de matemática usada por alunos do 6º ano do Ensino Fundamental. O Ministério Público também solicitou o nome de quem criou o material e o projeto político-pedagógico usado como fundamento para a criação dessas apostilas. Sobre o jogo "Banco Imobiliário", a Secretaria Municipal de Educação e a fabricante de brinquedos Estrela têm 15 dias para encaminhar explicações ao Ministério Público.

A Promotoria investiga se o jogo foi desenvolvido como material de propaganda da atual gestão e depois distribuído para a rede municipal de ensino como material didático, com recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Outro inquérito civil sobre o jogo "Banco Imobiliário" tramita simultaneamente na 8ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Cidadania.




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