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Ministro do Trabalho faz troca em chefia de gabinete da pasta

Pedetista Rodrigo Minotto foi exonerado nesta quinta e será candidato a deputado estadual em Santa Catarina

30 de janeiro de 2014 | 13h 21
FÁBIO FABRINI - Agência Estado

Brasília - O ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT-SC), exonerou seu chefe de gabinete, o também pedetista Rodrigo Minotto. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira. Para substituí-lo, Dias nomeou o secretário-adjunto de seu partido, André Roberto Menegotto.

O Ministério afirma que a exoneração se deve às eleições de 2014, pois Minotto será candidato a deputado estadual em Santa Catarina.

A saída de Minotto se dá após o nome dele ser ligado a supostas irregularidades na execução de verbas do ministério. Reportagens do Estado, publicadas em setembro, mostraram que um irmão dele, filiado ao PDT, estava na lista de funcionários de uma entidade que firmou convênios de R$ 11 milhões com o Trabalho. No entanto, não houve comprovação de que ele e os demais pedetistas, de fato, prestaram os serviços, segundo auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU).

Relatórios do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE-SC), também apontam suposto dano ao erário e favorecimento de três ONGs, uma delas ligada ao PDT, em convênios de R$ 2,1 milhões firmados pelo Estado de Santa Catarina, entre 2007 e 2010. As parcerias foram bancadas com recursos do Trabalho, com participação de Minotto e a mulher de Manoel Dias, Dalva Maria de Luca Dias. Na época, ela era secretária estadual de Assistência Social e Minotto, coordenador do Sistema Nacional do Emprego (Sine) no Estado. Os dois negam irregularidades.

Segundo os auditores, houve aprovação de despesas sem "caráter público", "ilegítimas e genéricas". No fim do ano passado, a corte remeteu o caso para apuração do Tribunal de Contas da União (TCU), por envolver verbas federais.

Até chegar a chefia de gabinete, Minotto ocupou outros cargos por indicação de Manoel Dias, entre eles o de superintendente regional do Trabalho em Santa Catarina. O novo chefe de gabinete deve deixar o cargo no partido para exercer as atividades no Ministério.






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