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Ministros candidatos direcionam agenda para aparecer em seus redutos eleitorais

Com a proximidade do prazo de desincompatibilização para a disputa de 2014, titulares da Esplanada investem na liberação de recursos às suas próprias bases

07 de dezembro de 2013 | 19h 24
João Domingos e Bernardo Caram/Brasília

Ministros que em breve deixarão seus cargos para se candidatarem a algum cargo em 2014 investem como nunca em seus redutos eleitorais. Isso ocorre de diversas formas. Seja com a liberação de recursos de suas próprias pastas às bases ou mesmo participando de agendas de governo não diretamente relacionadas às suas áreas.

Estamos juntos. Eleonora Menicucci elogiou Padilha, colega de Esplanada, em evento em SP - Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão
Estamos juntos. Eleonora Menicucci elogiou Padilha, colega de Esplanada, em evento em SP

A investida por visibilidade nas próprias bases eleitorais sugere pouco controle do Palácio do Planalto na movimentação dos ministros, contrariando a imagem que a presidente Dilma Rousseff procurou passar no início de seu mandato – de zelosa com a separação entre o cargo no Executivo e a articulação eleitoral. Em março, para ilustrar esse pensamento, a presidente chegou a dizer que é possível "fazer o diabo quando é hora de eleição", mas é preciso respeitar a votação recebida quando se está no exercício do cargo.

O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP), anunciou na segunda-feira passada, em Campina Grande, investimentos de R$ 240 milhões para a construção de 4 mil unidades do Minha Casa Minha Vida no município, que é seu domicílio eleitoral. Ribeiro quer disputar o governo paraibano, mas tem a opção de tentar o Senado no ano que vem.

Também na lista dos ministros que se preparam para deixar o cargo, o petista Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) tem intensificado sua presença em Minas Gerais. Pimentel tem por missão levar pela primeira vez o PT ao comando do governo do Estado e tirar o predomínio do PSDB, que está no poder local desde 2003, quando a sigla venceu a disputa com o atual senador e presidenciável tucano Aécio Neves.

Mesmo na condição de favorito, de acordo com as pesquisas, Pimentel não se descuida. Em acordo com a presidente Dilma Rousseff, no dia 29 de outubro ele foi a Uberlândia entregar 75 retroescavadeiras e 15 motoniveladoras a prefeitos de 88 municípios do Triângulo Mineiro, Sul de Minas, Zona da Mata e Centro-Oeste, que registram população de aproximadamente 160 mil pessoas.

O detalhe é que o programa de distribuição das máquinas é de outro ministério, o do Desenvolvimento Agrário, comandado por Pepe Vargas, do PT – que também vai deixar o governo para tentar uma nova cadeira na Câmara dos Deputados. As máquinas distribuídas por Pimentel custaram R$ 17,7 milhões.

Com a entrega feita em Uberlândia, o número de municípios mineiros beneficiados pelo programa chegou a 570. Até o começo de 2014, o governo federal prevê repassar para os municípios mineiros outras 1.777 máquinas, totalizando 2.644 para 792 municípios mineiros (93% do total).

O programa de distribuição de máquinas para municípios tem sido usado também pela ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil), na tentativa de reduzir o favoritismo na disputa estadual do governador Beto Richa (PSDB), que vai concorrer a um novo mandato no Paraná. Na sexta-feira, Gleisi entregou 40 motoniveladoras e 24 caminhões basculantes para prefeituras paranaenses.

Médicos. Para ajudar os ministros que vão sair do governo em suas campanhas, a presidente Dilma Rousseff os orientou a receber os profissionais do Mais Médicos em seus respectivos Estados, o que tem sido uma festa anunciada na internet pelas redes sociais Twitter e Facebook. O ministro do Turismo, Gastão Vieira, que deixará o cargo para concorrer à reeleição de deputado, avisou pelo Twitter, no último dia 2, que recebeu 36 dos 209 médicos que vão trabalhar no interior do Maranhão no programa.

Provável candidato petista ao governo de São Paulo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tem feito visitas constantes ao Estado, na tentativa de se tornar mais conhecido. Na quinta-feira ele foi a Tatuí para uma solenidade de dez anos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Recebeu o título de cidadão honorário da cidade e de lá se deslocou para Itupeva, para encontro de vereadores com a presença do padrinho Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro da Agricultura, Antonio Andrade, é deputado federal do PMDB em Minas Gerais. Ele pode ser o candidato a vice na chapa de Fernando Pimentel num eventual acordo entre o PT e o PMDB. Sob o comando dele, os repasses da Pasta para Minas aumentaram. Em pouco mais de oito meses como ministro, o valor total de convênios do ministério que beneficiaram o Estado ultrapassa R$ 13 milhões. No mesmo período de tempo anterior à sua posse, foram R$ 4,3 milhões, uma diferença de 202%.

O ministro Alexandre Padilha afirmou, por meio de sua assessoria, que sua agenda de trabalho "não é pautada por diretrizes político-partidárias e nem eleitorais".

A respeito do anúncio de investimentos de R$ 240 milhões para Campina Grande, seu colégio eleitoral, o ministro Aguinaldo Ribeiro disse que o programa Minha Casa Minha Vida é apolítico e tem como finalidade oferecer moradia digna à população de baixa renda.

Por meio de sua assessoria, o ministro Fernando Pimentel disse que esteve em Uberlândia representando a presidente Dilma Rousseff, na entrega de equipamentos do PAC 2. "Como se trata de compra governamental, a ação faz parte da política de margens de preferência instituída pelo Plano Brasil Maior, formulado e coordenado por este Ministério."

A ministra Gleisi Hoffman justificou sua participação na entrega das máquinas dizendo que ela faz parte do governo e que as solenidades se encaixam nos programas desenvolvidos pela atual administração: "Ela (Dilma) não tem condições de estar presente em todas as entregas. Os ministros, ministras, até por função institucional, auxiliam a presidenta. É o que estou fazendo."

Antonio Andrade disse, também pela assessoria, que a maior parte dos repasses para Minas foi de restos a pagar de convênios antigos, firmados em gestões anteriores.




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