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Mito Lula não funciona em São Paulo, diz Soninha

Em entrevista à TV Estadão, pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo negou que seu partido seja linha auxiliar do PSDB

15 de dezembro de 2011 | 20h 10
Flávia D'Ângelo, do estadão.com.br

A Superintendente do Trabalho Artesanal (Sutaco) e pré-candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, afirmou que o partido não abrirá mão de sua candidatura para a disputa na capital, mesmo que o PSDB requisite o apoio da sigla. Soninha, que avalia que a eleição não está polarizada entre PSDB e PT, afirmou ainda que o mito Lula não funciona em SP. “Nas últimas 4 eleições para o Executivo o PT foi derrotado, apesar de toda a influência do Lula.”

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“Na minha interpretação ele (Lula) projetou para o Brasil, até no cenário internacional, uma imagem de sucesso, de pujança, de avanço que não é real. Mas ele é convincente”, afirmou Soninha em entrevista à TV Estadão. Segundo ela, essa capacidade de transferência só pôde ser vista na eleição de Dilma. “Antes, era Dilma, quem? Rousseff, quem?”, pontua.

Para Soninha, a estratégia de Lula ao escolher o ministro da Educação como candidato para a disputa em SP tenta ir ao encontro dos anseios que as pessoas têm pelo novo. “A escolha dele se baseia também na ausência de rejeição. Por ser desconhecido, ele (Haddad) é menos rejeitado.”

Soninha diz que sua máxima ambição é ser chefe do Executivo municipal e rechaça que pretende abrir mão de sua candidatura em prol de apoio ao PSDB. “Se o PSDB quiser indicar um vice para a nossa chapa, a gente topa conversar.” Soninha afirmou ter consciência que ainda é pouco conhecida na região, mas pontuou que o projeto de candidaturas majoritárias nas principais capitais é “muito importante” para o projeto nacional do PPS.

A pré-candidata afirmou que “vai estar sempre” em oposição ao PT em SP, mas sinalizou não ter um apoio definido ainda. “De fato, em muitas situações estivemos com o Democratas e com o PSDB, em oposição ao governo federal. Mas somos muito diferente, tanto do PSDB como do DEM.”

Fusão PPS e PSDB. Soninha nega que haja qualquer iniciativa de junção de seu partido com os tucanos, mesmo que seja em uma nova sigla. Segundo ela, o argumento que o PPS é linha auxiliar do PSDB faz parte da avaliação dos governistas, que “desqualificam a oposição”. “O PPS se juntar ao PSDB? Que PSDB? O ‘p’? O ‘s’? O ‘d’? O ‘b’? Nem o PSDB está junto.”

Soninha sinalizou que é possível que surja um novo partido encabeçado por Marina Silva e que esse movimento pode levar algumas pessoas que saíram do PV rumo ao PPS. Ela, entretanto, afirmou não ter intenção de deixar a sigla. “Não sairia de jeito nenhum. Estou muito feliz no PPS.”




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