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Mônica Serra alerta para risco de ditadura

Mulher do candidato tucano se assombrou ao saber que mais três pessoas estavam envolvidos no caso de violação de sigilos

26 de agosto de 2010 | 16h 57
Angela Lacerda, de O Estado de S.Paulo

RECIFE - "Estamos em uma democracia e essas coisas não podem acontecer, se nada for feito estamos em uma ditadura", reagiu nesta quinta-feira,26, a mulher do candidato à Presidência da República José Serra (PSDB), Mônica Serra, à informação de que outras três pessoas, além do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, tiveram seus sigilos violados dentro da Receita Federal.

"Teve mais gente? Só estava sabendo do Mendonça de Barros (ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros)" se assombrou ela, que, em extensa agenda de visita a cidades nordestinas ainda não havia tomado conhecimento do fato divulgado com exclusividade pelo portal do Estadão. "Quando isso acontece sistematicamente é uma questão muito mais séria, porque é uma questão do direito, de como ele está funcionando".

Ela defende providências imediatas pelos mais altos magistrados do País diante da quebra do direito e acredita que isso deverá ser feito. "Me sentiria em uma ditadura se passasse em branco e nada acontecesse", reiterou, ao avaliar o caso como perseguição, vez que um dos alvos tem vinculação familiar com Serra (Gregorio Marin Preciado, casado com uma prima do candidato). "Que eu saiba tanto a família do Serra como ele são pessoas honestas, de princípios e não faz nenhum sentido", observou.

"Não é porque seja da nossa família, mas porque isso não poderia ser feito com família nenhuma no Brasil", indignou-se.

Mônica Serra deu entrevista no início da tarde, em restaurante no bairro de Brasília Teimosa, onde almoçou ao lado de mulheres aliadas da coligação que apoia Serra em Pernambuco (PSDB-PMDB-DEM-PPS), quando preferiu minimizar as pesquisas - a mais recente, do Instituto Datafolha, mostra a petista Dilma Rousseff com 20 pontos percentuais sobre o tucano. "Pesquisa é coisa de momento, voto e eleição se define no dia, quando se abrem as urnas", afirmou, ao reiterar sua crença de que o voto livre é uma conquista da democracia e do cidadão: "as pessoas não podem ser mandadas votar neste ou naquele".

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