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MST desocupa área da Cutrale, no interior de São Paulo

Grupo estava na propriedade desde segunda-feira, quando começaram as ações em todo o País para pressionar o governo a acelerar a reforma agrária

26 de agosto de 2011 | 13h 50
SOLANGE SPIGLIATTI - Agência Estado

Os 400 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que invadiram a Fazenda Santo Henrique, da empresa Cutrale, em Borebi, no interior de São Paulo, na última segunda-feira, 22, começaram a sair da área no começo da tarde desta sexta-feira, 26, segundo o MST. O grupo segue em marcha ao centro do município de Bauru para participar de uma audiência pública na Câmara Municipal, sobre a grilagem de terras e a necessidade da realização da reforma agrária na região.

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Participam da audiência um representante da superintendência nacional do Incra, o deputado estadual Simão Pedro (PT-SP), o bispo da Diocese de Presidente Prudente, Dom José de Aquino, o integrante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Jorge Soriano Moura, e dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Conlutas.

O ato de encerramento da jornada de lutas na região pela retomada das terras griladas está previsto para as 16 horas, em frente à Câmara Municipal de Bauru, com a participação de diversas entidades da sociedade civil, de acordo com o movimento.

Desde segunda, grupos ligados a movimentos rurais desencadearam uma série de ações em todo o Brasil. No Distrito Federal, cerca de 2 mil trabalhadores bloquearam a entrada do Ministério da Fazenda, ato que voltou a ser repetido nesta sexta. As ações têm o objetivo, segundo a organização Jornada Nacional de Lutas, é acelerar o programa de reforma agrária e a renegociação da dívida dos pequenos agricultores.



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