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MST deve evitar invasões próximas às eleições
Segundo coordenador do movimento, objetivo é poupar partidos aliados de críticas da oposição
O Movimento dos Sem-Terra (MST) deve concentrar sua agenda de ocupações no primeiro semestre de 2010, diminuindo as atividades com a aproximação do calendário eleitoral. A estratégia, admite um coordenador do movimento, tem por objetivo não municiar a oposição com argumentos que possam prejudicar partidos ligados ao movimento.
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O integrante da coordenação nacional do MST João Paulo Rodrigues avisa que, para a organização, o primeiro semestre será intenso, com muitas mobilizações e ocupações de terra. "Por ser um ano de eleições, tudo o que a gente faria no ano inteiro vai ter de fazer nos primeiros cinco ou seis meses", informa. "Além disso, é o último ano do governo Lula, que é um governo democrático, mas está deixando para trás um monte de promessas que não foram cumpridas."
Rodrigues, que participou, na manhã desta sexta-feira, 29, da mesa Reforma Agrária, Agricultura familiar e Soberania Alimentar, parte da programação do Fórum Mundial Social Temático Bahia, em Salvador, admite que a concentração dos eventos de mobilização no primeiro semestre vai ser feita para não prejudicar os partidos aliados ("PT, Psol, PSTU, etc", de acordo com ele) nas eleições. "Temos de ter o cuidado de separar as alianças partidárias em um momento como esse, focar nas alianças com movimentos sociais, demarcar bastante a nossa luta em torno da reforma agrária", avalia.
"Vamos também fazer uma campanha grande contra a criminalização dos movimentos sociais, porque nós achamos que vamos ser vítimas de um processo eleitoral e a forma de nos 'vitimizar' vai ser criminalizando nossa luta, como fizeram em Iaras (SP)", diz Rodrigues, referindo-se à operação da polícia civil que, esta semana, prendeu integrantes e pessoas ligadas ao MST por causa da invasão, em outubro, da Fazenda Cutrale, em Borebi (SP). Entre os presos está uma vereadora e um ex-prefeito de Iaras, ambos filiados ao PT.
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