MST fará mais invasões com Dilma no poder, diz Serra
Em discurso a empresários, tucano centrou ataques às políticas econômica e externa do governo Lula
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou nesta segunda-feira, 26, que, caso sua adversária Dilma Rousseff (PT) seja eleita, a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vai se intensificar. Em palestra a cerca de 400 empresários do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo, Serra lembrou que Dilma conta com o apoio do líder do MST, João Pedro Stédile, nessas eleições. "O Stédile declara apoio à Dilma porque, com ela, eles (sem-terra) vão poder fazer mais invasões, mais agitações", afirmou.

O tucano também elevou as críticas à política externa e declarou que "até as árvores da floresta amazônica" sabem que o venezuelano Hugo Chávez abriga as Farcs. E não popou críticas aos aspectos da política econômica do governo federal considerados caros ao empresariado, como a falta de investimentos em infraestrutura, a alta carga tributária, o câmbio desvalorizado e os gastos elevados com o consumo do governo.
Abrigo da Venezuela a guerrilheiros das Farc é ‘inegável’, diz Serra
Serra classificou o MST como um "partido socialista revolucionário", muito organizado, que está mais à esquerda do que os movimentos bolivarianos da Venezuela. "Não é para a reforma agrária que o MST existe", afirmou. Segundo o tucano, não há problema em defender a "revolução", mas sim em fazer isso com dinheiro público, o que estaria acontecendo, no caso do MST, através de repasses por meio de ONGs, do Incra e do "empreguismo". "Eles estão apoiado na estrutura do governo para acumular forças", criticou Serra.
O candidato do PSDB também voltou a apontar a existência de loteamento político e partidário em agências e empresas federais. "Está tudo loteado. Tudo, tudo. Precisamos de um Brasil governado por partidos, não para partidos", disse. "Nós vivemos hoje uma era de exacerbação do patrimonialismo. É um patrimonialismo sindicalista, um patrimonialismo de oligarquias políticas regionais", classificou. "É o chamado patrimonialismo bolchevique, que produziu até 'tycoons'", concluiu. A palavra, de origem japonesa, é usada para designar empresários muito poderosos.
Política contraditória
Serra também usou seu discurso aos empresários para criticar a política econômica do governo Lula. Para ele, as atuações dos diferentes ministérios que compõem a área são contraditórias. “Você não pode ter um governo funcionando bem na economia com o pessoal durão da política monetária, o outro que é o papai noel do gasto, o outro que é o leão de arrecadar, cada um jogando por si. Independentemente da qualidade das pessoas”, exemplificou, sem citar nomes.
Notícias relacionadas:
Siga o @EstadaoPolitica no Twitter
- 01 Petrobras busca reajuste de combustíveis via ...
- 02 Serra chama de 'lixo' livro sobre ...
- 03 Para bispo, ministra da Secretaria das ...
- 04 Japão mobiliza 900 soldados para ...
- 05 Irã bloqueia acesso ao Google e a outras ...
- 06 PT reage a FHC: 'Disputa ideológica sobre ...
- 07 Retrospectiva 2011: Terremoto e tsunami matam ...
- 08 Mercadante quer dar bônus para escola que ...
- 09 Presidente do PT critica privatizações ...
- 10 Em 2004, ministra admitiu ter feito ...
Grupo Estado
- Copyright © 1995-2011
- Todos os direitos reservados










